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Bolsa fecha aos 100 mil pontos pela primeira vez desde março; dólar fica a R$ 5,32

Índice teve ganho moderado ao longo do dia, mas voltou a subir com a alta dos índices de Nova York; valor é o maior para um fechamento desde 5 de março

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2020 | 09h07
Atualizado 10 de julho de 2020 | 21h07

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, ganhou fôlego no final do pregão desta sexta-feira, 10, e encerrou aos 100.031,83 pontos , uma alta de 0,88%. É a primeira vez desde 5 de março que o índice volta a fechar aos 100 mil pontos - ajudou na melhora, a alta do mercado acionário de Nova York, após um pregão com ganhos contidos e investidores de olho em importantes dados econômicos divulgados pelo IBGE. Já o dólar fechou em leve queda de 0,31%, a R$ 5,3218.

Nesta sexta, após duas deflações seguidas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a subir e fechou junho com inflação de 0,26%puxado pelos combustíveis. No entanto, a quarta contração consecutiva no setor de serviços, de 0,9% em maio, decepcionou quem apostava em um segundo trimestre mais positivo. Também pesa a divulgação da Pnad Covid, que apontou um contingente de 11,8 milhões de trabalhadores desocupados entre 14 e 20 de junho.

Porém, já no final do pregão, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, aproveitou a melhora do mercado acionário de Nova York, que até então operava sem sentido único, para ampliar os ganhos. Na máxima do dia, ela subia aos 100.100,98 pontos.  Com os resultados de hoje, a B3 acumula ganho de 3,38% na semana e de 5,23% no mês. No ano, ela cede apenas 13,50%.

Entre as maiores altas do pregão de hoje, está a CVC, com 13,99% e Cogna, 11,05%. Também subiram as ações de bancos e commodities, com Petrobrás PN a 1,67% e Bradesco a 1,46%.

Câmbio

Nesta terça, a percepção de que ainda há algum espaço para possível queda da Selic, após os resultados da inflação e do volume de serviços no País em maio, também causam certa insegurança devem chamar a atenção do mercado de câmbio nos próximos dias. Agora, o mercado já se divide entre manutenção da taxa e corte de 0,25 ponto percentual em agosto. 

Com a leve desvalorização de hoje, o dólar encerra com alta semanal de 0,05% - mas já tem desvalorização de 2,1% no mês de junho.  Já o dólar para agosto encerrou com queda de 0,35%, a R$ 5,3285. Nesta sexta, o avanço nas descobertas de uma cura contra o vírus, estimulou o apetite por riscos e enfraqueceu a moeda americana, que cedeu frente a divisas como libra, euro e iene.

Bolsas do exterior

O mercado internacional ficou sem direção única nesta sexta, de olho no avanço de casos do coronavírus, principalmente nos Estados Unidos, que já iniciava seu processo de reabertura. Enquanto Ásia caiu, as demais Bolsas do exterior absorveram positivamente a declaração da farmacêutica Gilead Sciences, de que o antiviral remdesivir reduziu em 62% a mortalidade de pacientes com a covid-19. Com isso, alguns índices fecharam com alta.

Na Ásia, o dia foi de queda generalizada, inclusive na China, onde os índices vinham de uma sequência de ganhos. Xangai Composto Shenzhen Composto, ambos chineses, fecharam com quedas de 1,95% e 0,31% cada, enquanto o japonês Nikkei recuou 1,06%. Já o Hang Seng cedeu 1,84% em Hong Kongo sul-coreano Kospi caiu 0,81% e o Taiex teve baixa de 0,98% em Taiwan. Na Oceaniaa Bolsa de Sydney também ficou no vermelho, com queda de 0,61%.

Já na Europa, o dia foi de ganhos, de olho para o avanço do tratamento contra a covid e a proposta do Conselho da União Europeia, de criar um fundo de R$ 5 bilhões como proteção a eventuais problemas causados pelo Brexit. Em resposta, o Stoxx 600 fechou com alta de 0,88%. As Bolsas de LondresFrankfurt avançaram 0,76% e 1,15% cada, enquanto o índice de Paris  subiu 1,01%. MilãoMadri Lisboa tiveram altas de 1,34%, 1,16% e 0,77%, respectivamente.

Em Nova York, além da Gilead Sciences, a notícia de que a vacina contra o vírus da BioNTech esteja pronta para aprovação em dezembro, melhorou o ânimo do mercado acionário americano, que registrava quedas. Dow Jones fechou com alta de 1,44% e S&P 500 ganhou 1,05%. Já o Nasdaq subiu apenas 0,66%, mas fechou aos 10.617,44 pontos, novo recorde para um fechamento.

Petróleo

A esperança de um tratamento contra o coronavírus seja encontrado ainda este ano, permitiu ao mercado de petróleo fechar em alta, apesar da preocupação com o aumento de casos da doença no mundo, com alguns países já enfrentando uma segunda onda de contaminações. Também passou batido, o relatório da Agência Internacional de Petróleo (AIE), que estima queda da demanda global pela commodity neste ano em 200 mil barris por dia (bpd). Já para 2021, a entidade cortou sua previsão de alta da demanda mundial, de 5,7 milhões para 5,3 milhões de bpd.

Já o WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou em alta de 2,35%, a US$ 40,55 o barril. Na comparação semanal houve alta de 0,57%. Já o Brent para setembro, referência no mercado europeu, subiu 2,10%, a US$ 43,24 o barril, com alta de 1,03% na semana./MAIARA SANTIAGO, LUÍS EDUARDO LEAL E ALTAMIRO SILVA JÚNIOR

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