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Bolsa fecha em leve queda com clima misto de Nova York; dólar fica a R$ 5,33

Mercado acionário americano chegou a recuperar parte do fôlego e encerrou com ganhos, mas melhora não foi acompanhada pela B3, que se manteve nos 98 mil pontos

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2020 | 09h04
Atualizado 11 de setembro de 2020 | 19h41

No último pregão da semana, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, conseguiu diminuir as perdas perto do final das negociações e terminou esta sexta-feira, 11, com leve baixa de 0,48%, aos 98.363,22 pontos. Porém, mesmo com a leve melhora do mercado acionário de Nova York, onde dois dos três índices encerraram em alta, o Ibovespa não conseguiu retomar o patamar dos 100 mil pontos perdidos no dia anterior. O dia também não ajudou o real, que continuou sem força perante o dólar - a moeda fechou com alta de 0,27%, a R$ 5,3334.

O pregão desta sexta foi melhor para os índices do mercado acionário de Nova York, mas a falta de apetite por riscos ainda predominou na sessão. Hoje, Dow Jones fechou com alta de 0,48% e o S&P 500 teve ganho de 0,05%, mas o índice tecnológico Nasdaq encerrou com baixa de 0,65% - na semana, os índices acumulam perda de 1,66%, 2,51% e 4,06% cada. Por lá, os papéis de Apple cederam 1,31%, os da Microsoft caíram 0,65% e os da Amazon perderam 1,85%. 

 

"De fato, foi uma semana estranha para os mercados de ações globais, com grandes movimentos e divergências", afirmam analistas do banco de investimentos americano Brown Brothers Harriman (BBH), ao ressaltarem que o mercado acionário dos EUA foi o mais afetado.

O clima misto vindo dos Estados Unidos, que melhorou apenas no final da tarde, pesou no Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, que também foi prejudicado pela falta de notícias internas que ajudassem a Bolsa a inverter o sinal. Na mínima, o índice chegou a cair aos 97,8 mil pontos na mínima - na máxima de hoje, foi apenas aos 99.434,74 pontos. Esta sexta-feira foi a primeira vez que o Ibovespa emendou, no fechamento, duas sessões abaixo dos 100 mil desde os dias 8 e 9 de julho. Com isso, a B3 termina a semana com perda de 2,84% e no ano, cede 14,94%;

Em meio ao avanço dos preços do minério movido pela demanda chinesa, a Vale encerrou com ganho de 5,84%, principalmente após a mineradora subiram após ela anunciar que vai retomar o pagamento de dividendos após a tragédia de Brumadinho. A CSN também chamou a atenção, com ganho de 4,03%. As altas contribuíram para amenizar as perdas do Ibovespa, como as da Pn e On da Petrobrás, que caíram 1,08% e 0,50% cada.

O resultado da petroleira veio em sintonia com os preços do petróleo no exterior: hoje, o WTI para outubro encerrou em alta de 0,08%, a US$ 37,33, mas teve recuo semanal de 6,13 de 6,13%. Já o do Brent para novembro recuou 0,57%, a US$ 39,83, cedendo 6,60% em relação à última sexta-feira. 

Câmbio

O dólar fechou a semana acumulando alta de 1,1%, interrompendo duas semanas consecutivas de quedas. A piora das bolsas americanas, que desencadeou um movimento de fuga de ativos de riscos de países emergentes, teve peso importante para a valorização da moeda na economia mundial, junto com o impasse no Congresso americano sobre um pacote de socorro fiscal e a piora da relação entre a Casa Branca e Pequim.

Em setembro, o dólar acumula queda de 2,72%, mas no ano dispara 32,9%, com o real seguindo na lista de divisas com o pior desempenho em meio às dúvidas quanto à austeridade fiscal no Brasil. Já o dólar para outubro encerrou com 0,04%, a R$ 5,3235.

No mercado doméstico, nova rodada de ofertas de ações e emissões externas têm dado algum alívio pontual, mas a preocupação fiscal segue impedindo fortalecimento mais firme do real. A expectativa agora é para os eventos da semana que vem, com destaque para a reunião de política monetária do Banco Central e do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

"A tendência do câmbio está justamente relacionada às dúvidas em torno do equilíbrio fiscal no Brasil. Não temos nada de concreto. Há muita promessa, tudo no papel, mas pouca execução", diz o economista chefe da Valor Investimentos, Paulo Henrique Correa.

Bolsas do exterior

As bolsas da Europa fecharam sem sinal único, com os investidores atentos ao Brexit. As dificuldades no diálogo entre Reino Unido e União Europeia e a ameaça de impasse e eventual judicialização das divergências continuam. Segundo a Reuters, o bloco deve tomar uma decisão sobre os próximos passos nas difíceis negociações no fim de setembro, mas a possibilidade de um rompimento sem acordo fica cada vez maior. Com isso, o Stoxx 600 fechou em alta de 0,13%, mas a bolsa de Londres caiu 0,48% e a de Frankfurt recuou 0,05%, enquanto Paris subiu 0,20%. Milão ficou estável, mas MadriLisboa tiveram baixas de 0,80% e 0,33% cada.

Já o mercado asiático teve um dia favorável, após as perdas recentes. Os índices chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto subiram 0,79% e 1,64% cada enquanto o japonês Nikkei teve ganho de 0,74% e o Hang Seng se valorizou 0,78% em Hong Kong. Já o sul-coreano Kospi teve alta marginal de 0,01% e o Taiex registrou modesta baixa de 0,12% em Taiwan. A bolsa australiana encerrou com baixa de 0,83%. /LUÍS EDUARDO LEAL, ALTAMIRO SILVA JÚNIOR E MAIARA SANTIAGO

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