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Bolsa fecha aos 100 mil pontos com apoio de Nova York; dólar fica a R$ 5,34

Melhora dos índices americanos e alta da Vale fortaleceu o Ibovespa, que fechou aos 98 mil pontos no pregão anterior

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2020 | 09h11
Atualizado 15 de julho de 2020 | 17h44

Apoiada pelo otimismo do mercado acionário de Nova York e também pela alta das ações da Vale, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, encerrou com alta de 1,77%, aos 100.440,23 pontos, marcando novamente seu retorno ao número emblemático. Já o dólar encerrou com desvalorização de 0,73%, cotado a R$ 5,3490, apesar do aumento das preocupações com o avanço do novo coronavírus.

A melhora dos índices americanos - os responsáveis por levar a Bolsa fechar em queda, aos 98 mil pontos, na última segunda-feira, 13 -, incentivou a B3 na sessão de hoje, após os balanços de Citi e JPMorgan apontarem quedas nos lucros menores que as esperadas pelos analistas.

Por aqui, também deu novo ânimo ao mercado brasileiro a melhora do minério de ferro na Chinacausado pelo aumento das exportações e importações do país asiático. Com isso, a ação da mineradora Vale fechou com alta de 7,03%. Os acontecimentos positivos do dia fizeram com que os investidores deixassem em segundo plano a queda de 11,3% da atividade econômica do País de março a maio, segundo apontaram dados do Banco Central nesta terça.

Com os resultados de hoje, o Ibovespa, principal índice de mercado de ações brasileiro, já acumula agora leve alta de 0,41% na semana, enquanto avança de 5,66% no mês. No ano, ele reduz as perdas para 13,15%. Além da mineradora, ajudaram a sustentar os 100 mil pontos da B3, os ganhos da Bradespar, de 6,74%, e da Ultrapar, de 6,44%. Petrobrás ON e PN também tiveram um dia favorável, e encerraram com lucros de 3,46% e 3,34% cada.

Câmbio

Nesta terça, a moeda firmou-se em movimento de queda frente ao real, assim como visto em alguns mercados emergentes, como México e África do Sul. Por aqui, o dólar ampliou o ritmo de desvalorização principalmente após o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, anunciar que a reforma tributária deve começar a ser discutida já na próxima quarta-feira, 15. 

Na máxima do dia, pela manhã, o dólar subia ao patamar de R$ 5,45. O dólar para agosto fechou com queda de 0,59%, a R$ 5,3745. Nas casas de câmbio, de acordo com levantamento realizado pelo Estadão/Broadcast, o dólar turismo é negociado próximo de R$ 5,60. 

O comportamento da divisa americana também ficou sem sinal único no mercado internacional. O dólar começou o dia em alta frente a outras divisas fortes, mas logo passou a operar com sinal misto, cedendo em relação a euro e iene, mas subindo frente a libra.

Bolsas do exterior

O dia foi de indicadores em algumas das maiores economias do mundo, mas o temor frente ao avanço do coronavírus, somado a um novo capítulo das tensões EUA-China, segurou os ganhos dos índices. Nesta terça, a economia chinesa surpreendeu com o resultado positivo da balança comercial de junho, enquanto a zona do euro registrou alta de 12,4% na produção industrial de maio ante abril.

Na Ásia, o dia foi tenso, após a Reuters noticiar que Donald Trump pode aumentar a repressão frente às empresas da China listadas na Bolsa de Nova York. Com isso, os chineses Xangai CompostoShenzhen Composto recuaram 0,83% e 0,85% cada, enquanto o japonês Nikkei caiu 0,87%. O Hang Seng se desvalorizou 1,14% em Hong Kongo sul-coreano Kospi teve leve baixa de 0,11% e o Taiex registrou queda marginal de 0,02% em Taiwan. Na Oceania, a Bolsa australiana também ficou no vermelho e caiu 0,61% em Sydney.

Já as bolsas da Europa repercutiram nesta terça a decisão da Califórnia, de endurecer o processo de reabertura, após o aumento de casos na região. Com isso, o Stoxx 600 recuou 0,84%. A Bolsa de Frankfurt caiu 0,80% e Paris teve queda de 0,96%. Milão, Madri Lisboa cederam 0,62%, 1,01% e 0,51% cada. A Bolsa de Londres foi a única que teve alta e fechou com ganho marginal de 0,06%.

Em Nova York, o início não tão ruim quanto o esperado da temporada de balanços deu margem para que os índices somassem ganhos consistentes. O Dow Jones subiu 2,13%, o S&P 500 avançou 1,34% e o Nasdaq teve alta de 0,94%. Por lá, a alta das empresas do setor de energia também ajudaram a fortalecer o mercado.

Petróleo

A notícia de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) cumpriu o acordo de corte da produção em junho em um volume acima do esperado gerou otimismo no mercado da commodity energética, mas sem grande impulso nos preços. No entanto, as incertezas sobre o retorno da demanda, com o aumento de novos casos de coronavírus nos EUA e restrições impostas por Estados como a Califórnia, ainda continuam no radar dos investidores.

Com isso, o WTI para agosto, referência no mercado americano, subiu 0,47%, a US$ 40,29 o barril. Já o Brent para setembro, referência no mercado europeu, avançou 0,42% (US$ 0,18), a US$ 42,90 o barril./MAIARA SANTIAGO, LUÍS EDUARDO LEAL, ALTAMIRO SILVA JÚNIOR E IANDER PORCELLA

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