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E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Bolsa fecha com ganho de 1,9% e dólar fica a R$ 5,27 com exterior positivo

Melhora do mercado acionário de Nova York e notícias favoráveis vindas do Reino Unido ajudaram o Ibovespa a retomar os 100 mil pontos e também deram novo fôlego ao real

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2020 | 09h04
Atualizado 14 de setembro de 2020 | 18h45

O exterior positivo prevaleceu nos negócios desta segunda-feira, 14, e permitiu que a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechasse com ganho de 1,94%, aos 100.274,52 pontos, após cair aos 98 mil pontos na semana passada. Ajudaram hoje a melhora do mercado acionário de Nova York, a retomada dos testes da vacina contra o coronavírus e a sinalização de que Reino Unido e União Europeia podem manter um bom relacionamento no pós-Brexit. Com isso, o real também foi beneficiado e o dólar encerrou com queda de 1,09%, a R$ 5,2755.

Nos Estados Unidos, o fechamento positivo de Nova York apoiou a recuperação do índice. Por lá, Nasdaq teve alta de 1,87%, o S&P 500 fechou com ganho de 1,27% e o Dow Jones avançou 1,18%. As negociações de hoje foram ainda mais favorecidas após a gigante de tecnologia Oracle anunciar que fechou um acordo para ser parceira de tecnologia da empresa chinesa ByteDance e, consequentemente, do TikTok - com isso, as ações da Oracle subiram 4,32%. A medida ainda precisa da aprovação do governo americano, mas já tem o apoio do governo chinês por não representar uma compra da rede social, como queria a Microsoft.

 

Ainda no exterior, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou nesta segunda que quer um relacionamento futuro "ótimo" e um acordo de livre-comércio com a União Europeia, mas que é preciso garantir a "soberania" e a "integridade" do Reino Unido. A declaração traz uma sinalização positiva para o país e o bloco no futuro 'pós-Brexit', que ainda é alvo de impasses políticos. É de lá que também veio outra boa notícia: a Universidade de Oxford anunciou que vai retomar os testes da vacina contra o coronavírus, após a paralisação por conta de uma reação adversa inesperada em um voluntário.

Nesta segunda, o setor bancário se destacou e foi fundamental na recuperação da B3. Itaú Pn encerrou em alta de 1,78%, Banco do Brasil On subiu 1,41% e Bradesco Pn teve ganho de 1,17%. "Houve fluxo na parte da tarde para as ações do setor financeiro, o que ajudou o Ibovespa. Mas, fundamentalmente, não tem notícia nova. O mercado continua movido a fluxo, e o que vale num dia, acaba não valendo para o seguinte, então fica nesta volatilidade", aponta Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença.

Petrobrás Pn e On encerraram com baixas de 0,91% e 1% cada, em um dia no qual os contratos futuros do petróleo encerraram abaixo dos US$ 40, após a Opep estimar uma queda na demanda deste ano. Com isso, o WTI para outubro encerrou em queda de 0,19%, a US$ 37,26 o barril e o Brent para novembro recuou 0,55%, a US$ 39,61. As perdas, porém, ficaram mais contidas após os EUA informar que a passagem do furacão Sally pelo Golfo do México impôs a paralisação do petróleo e gás natural na região - o impacto ajuda a diminuir a oferta de barris no mercado e evita o encalhe dos barris, o que evita a desvalorização e a queda nos preços.

No lado oposto, Yduqs subiu 7,96%, após anunciar que está em contato com o Grupo Laureate para adquirir as universidades da empresa americana de educação no Brasil. Gol teve ganho de 7,29% e Cielo subiu 6,98%. Com isso, o Ibovespa volta a subir 0,91% no mês, mas ainda cede 13,29% no ano.

Câmbio

O real foi a moeda com melhor desempenho no mercado internacional nesta segunda-feira, considerando uma cesta das 34 divisas mais líquidas. Em dia de noticiário mais esvaziado no Brasil, o mercado de câmbio local operou colado no exterior, onde prevaleceu um ambiente de mais otimismo. Porém, de acordo com o CEO e fundador da FB Capital, Fernando Bergallo, o dólar ainda deve continuar pressionado por aqui.  "Cada vez mais fica evidente que não vai haver uma queda grande do câmbio no médio e curto prazos. O boletim Focus apontou que a média do dólar para este ano ainda é de R$ 5,25, próximo do que temos hoje, e R$ 5,00 para 2021", avalia.

No entanto, a semana promete alguma tensão - a próxima quarta-feira terá três reuniões de política monetária: Brasil, Estados Unidos e Japão. Nas mesas de operação, traders seguem mencionando a questão fiscal do Brasil como um limitador para uma valorização mais expressiva do real, enquanto pelo lado positivo, bancos e consultorias vêm melhorando suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do País de 2020.

Ainda por aqui, o dólar para outubro encerrou em queda de 0,95%, a R$ 5,2730.

Bolsas do exterior

Na Ásia, prevaleceu o bom humor em torno da aprovação do acordo entre TikTok e Oracle, o que resultaria na derrota da Microsoft. Os índices chineses Xangai CompostoShenzhen Composto tiveram altas de 0,57% e 1,15% cada, enquanto o japonês Nikkei subiu 0,65%. Em outras partes do continente, o Hang Seng teve alta de 0,56% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi subiu 1,30% e o Taiex avançou 0,88% em Taiwan. A bolsa australiana também ficou no azul e teve ganho de 0,68%.

Já no velho continente os índices fecharam sem sinal único, após a chanceler alemã, Angela Merkel, ressaltar a importância das relações do bloco com a China, mas destacar que pediu para o gigante asiático "mais reciprocidade". Com isso, o Stoxx 600 encerrou com alta de 0,15%, mas a bolsa de Londres caiu 0,10% e a de Frankfurt perdeu 0,07%. Paris e Madri tiveram ganhos de 0,11% e 0,35% cada, enquanto Milão e Lisboa cederam 0,14% e 0,59% cada uma./LUÍS EDUARDO LEAL, MAIARA SANTIAGO E ALTAMIRO SILVA JÚNIOR

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