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Bolsa fecha aos 101 mil pontos apoiada por vacina contra a covid-19; dólar fica a R$ 5,38

Na máxima do dia, o Ibovespa chegou a testar o patamar dos 102 mil pontos, em uma dia de otimismo frente aos resultados positivos de antídoto contra o vírus

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2020 | 09h11
Atualizado 15 de julho de 2020 | 18h43

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, aproveitou o movimento de alta no exterior para fechar com ganho de 1,34%, aos 101.790,54 pontos, após notícias positivas relacionadas ao avanço de uma vacina contra o coronavírus animarem os índices fora do País nesta quarta-feira, 15. No entanto, o mesmo bom humor não atingiu o dólar, que encerrou com valorização de 0,68%, a R$ 5,3855.

Os índices de Nova York e a B3 foram impulsionados hoje pela produção de uma vacina contra o vírus. O antídoto estudado pela Moderna se comprovou eficaz e seguro em 45 voluntários, enquanto a vacina da Universidade de Oxford estaria avançando a níveis positivos, que podem ser anunciados já na próxima quinta-feira, 16.

 

Além disso, no cenário local, o mercado também reagiu a sanção por Bolsonaro do novo marco legal do saneamento, durante cerimônia no Palácio do Planalto. No entanto, o presidente vetou da lei o trecho que autorizava as estatais a renovarem por mais 30 anos os contratos de programa (sem licitação) atuais e vencidos, desde que isso ocorresse até março de 2022. A aprovação fez a Sabesp fechar com alta de 8,06% na B3.

Com o cenário favorável, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado de trabalho, teve um dia favorável, ficando estável durante boa parte do pregão no patamar dos 101 mil pontos. Nesta quarta, ele completou cinco dias seguidos em que se manteve aos 100 mil pontos pelo menos na máxima intradia.

Logo no final da sessão, embalado pela leve alta das ações da Vale, o índice esse patamar para dar um salto e bater na máxima do dia, aos 102.044,16 pontos, um ganho de 1,60%. Após o pregão de hoje, a B3 avança 1,76% na semana e soma ganho de 7,09% no mês. No ano, ele cede apenas 11,98%. 

Câmbio

A possibilidade de uma vacina contra a covid-19 acalmaram o dólar no mercado exterior, mas no Brasil a moeda andou de lado, após o Banco Central anunciar que ao menos US$ 3,504 bilhões deixaram o País pelo canal financeiro. No ano, a fuga de recursos já soma R$ 41,6 bilhões. Com a informação, a divisa bateu em R$ 5,3885 na máxima do dia, perto do final da sessão. Já o dólar para agosto fechou estável, a R$ 5,3745.

No exterior, a moeda foi beneficiada pelo aumento de 5,4% em junho ante maio da produção industrial dos Estados Unidos, que veio acima do esperado, e em partes pelo Livro Bege do Federal Reserve (Fed, o BC americano), que apontou uma melhora no mercado de trabalho dos EUA, apesar da atividade econômica ainda estar muito abaixo dos níveis pré-crise.

Bolsas do exterior

O otimismo frente ao avanço de uma vacina contra o coronavírus, somado aos resultados mais favoráveis nos Estados Unidos, ditaram o tom positivo das Bolsas do exterior, mas nem todas as notícias foram positivas. Nesta quarta, Donald Trump, disse que assinou uma legislação para impor sanções a autoridades e entidades da China envolvidas na aplicação da nova lei de segurança nacional em Hong Kong.

Com a medida, as Bolsas da Ásia ficaram sem sinal único. Os chineses Xangai CompostoShenzhen Composto fecharam com quedas de 1,56% e 2,07% cada, enquanto o Taiex cedeu 0,05% em Taiwan. Já o japonês Nikkei subiu 1,59%, o sul-coreano Kospi avançou 0,84% e o Hang Seng teve ganho marginal de 0,01%. Na Oceania, a Bolsa australiana avançou 1,88%.

Já nos mercados europeus o dia foi de ganhos consistentes. LondresFrankfurt tiveram ganhos de 1,83% e 1,84%, enquanto Paris subiu 1,46%. Enquanto isso, Milão e Madri  saltaram 2,02% e 1,84% cada. A única exceção foi a Bolsa de Lisboa, que fechou em queda de 0,68%.

O mercado acionário de Nova York também subiu, apoiado pela melhora da atividade industrial americana e pela nova leva de balanços empresariais, com destaque para 0 resultado melhor que o esperado do lucro do banco Goldman Sachs. Com isso, o Dow Jones fechou em alta de 0,85%, o Nasdaq subiu 0,59% e o S&P 500 registrou ganho de 0,91%.

Petróleo

O mercado de petróleo teve um dia positivo, repercutindo o otimismo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para a recuperação da demanda pela commodity. Contudo, a entidade anunciou que deve reduzir os cortes na produção, de 9,7 milhões de barris por dia (bpd) para "8,1 ou 8,2 milhões de bpd" a partir de agosto. A medida, de acordo com o cartel, reflete a retomada do consumo do petróleo.

Em resposta, o WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou com alta de 2,26%, a US$ 41,20 o barril. Segundo a agência Dow Jones Newswires, o WTI atingiu o nível de fechamento mais alto desde 6 de março, para o contrato mais líquido. Já o Brent para setembro, referência no mercado europeu, subiu 2,07%, a US$ 43,79 o barril./MAIARA SANTIAGO, LUÍS EDUARDO LEAL, ALTAMIRO SILVA JÚNIOR E GABRIEL BUENO DA COSTA

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