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Bolsa fecha em queda de 1% após dados econômicos da China; dólar fica a R$ 5,32

Indicadores econômicos do país asiático fizeram investidores acreditar que recuperação da segunda maior economia do mundo ainda deve demorar

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2020 | 09h10
Atualizado 16 de julho de 2020 | 18h37

O dia foi tenso para a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, que assim como os principais índices do exterior, fechou em queda de 1,22%, aos 100.553,27 pontos nesta quinta-feira, 16, após dados econômicos vindos da China mostrarem que a recuperação total da economia do país ainda deve demorar para acontecer. Já o dólar, no entanto, foi na contramão do movimento vistos nos emergentes e encerrou com desvalorização de 1,10%, cotado a R$ 5,3261.

Números de Pequim mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) da China teve expansão anual de 3,2% no segundo trimestre, superando expectativas de alta de 2,6%. Já a produção industrial do país cresceu 4,8% em junho ante igual mês do ano passado, como se esperava. Contudo, as vendas no setor varejista sofreram uma inesperada queda anual de 1,8% no mês passado, indicando que o país ainda tem bolsões de fraqueza.

Além disso, os olhares ainda se voltam para o aumento dos casos de coronavírus nos Estados Unidos. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC), mais  67.404 novas contaminações foram identificadas, em um novo recorde para um período de 24 horas. No total, já foram identificados 3,4 milhões de casos de covid-19 na maior economia do planeta

Em meio a um cenário pouco favorável para os negócios, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, recuou também apoiado pela sensação de realização de lucros dos investidores. Na mínima do dia, ela recuava 1,60%, aos 100.160,18 pontos. Com os resultados de hoje, a Bolsa tem ganho de apenas 0,52%, mas ainda avança 5,78% no mês. No ano, a perda é de 13,05%.

Entre as quedas do pregão, se destacam Embraer, com 6,14%, Gol, com 4,19% e Minerva, com 4,01%. No lado positivo, subiram Cogna, com 5,03%, Via Varejo, com 2,98%, além de Telefônica Brasil e Tim, com 2,75% e 2,57% cada, em meio à chegada da rede 5G no País.

Câmbio

O dólar segue em firme tendência de baixa ante o real na última hora, próximo das mínimas do dia, na contramão da leve apreciação vista ante a maioria das divisas de países emergentes e exportadores de commodities. Segundo operadores das mesas de câmbio, o fluxo positivo da negociação de hoje, somado aos ajustes nas tesourarias são apontados como justificativa para o desempenho do câmbio nesta quinta.

Na mínima do dia, a moeda tinha desvalorização de 1,45%, cotada a R$ 5,3076. Já o dólar turismo, segundo levantamento do Estadão/Broadcast, é cotado a R$ 5,60 nas casas de câmbio. Ainda hoje, o dólar para agosto fechou em queda de 0,77%, a R$ 5,3330.

Bolsas do exterior

Não muito diferente do mercado acionário brasileiro, os principais índices do exterior tiveram um dia tenso, apoiado pelo resultado negativo do varejo chinês. Além disso - e dos novos dados do coronavírus -, também ganhou destaque no noticiário internacional, o aumento das tensões entre as duas maiores economias do mundo. Nesta quinta, segundo matéria do The New York Times, a Casa Branca considera agora proibir que membros do Partido Comunista da China e suas famílias viajem para os Estados Unidos.

No centro dos acontecimentos, os mercados da Ásia tiveram queda generalizada. Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto tiveram tombos expressivos, de 4,5% e 5,2% cada, enquanto o japonês Nikkei teve recuo moderado de 0,76%. O Hang Seng recuou 2% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi se desvalorizou 0,82% e o Taiex registrou baixa de 0,37% em Taiwan. Na Oceania, a Bolsa australiana ficou no vermelho e caiu 0,69%.

Na Europa, nem mesmo o compromisso do Banco Central Europeu de ajustar sua política monetária sempre que for necessário, empolgou os investidores, que viram o Stoxx 600 fechar em queda de 0,47%. Por lá, as perdas também apareceram, com Londres Frankfurt registrando baixa de 0,67% e 0,43% cada. Já Paris cedeu 0,46% e Madri caiu 0,17%. As exceções foram Milão e Lisboa, com ganhos de 0,37% e 1,09%.

Já nas Bolsas de Nova York, os investidores também ficaram de olho no terceiro dia de balanços dos Estados Unidos. Hoje, o gigante Bank of America decepcionou, com queda de 52% no lucro, mas o Morgan Stanley trouxe alívio, com um resultado melhor que o esperado. Mesmo com a notícia, os índices fecharam em queda generalizada por lá. Dow Jones fechou com queda de 0,50%, enquanto S&P 500 e Nasdaq tiveram perdas de 0,34% e 0,73% cada.

Petróleo

A queda inesperada nas vendas do varejo chinês afetaram também a cotação da commodity, que se viu afetada pelas incertezas da retomada da economia, e consequentemente da demanda, de uma das maiores consumidoras de petróleo do mundo. A esse cenário já preocupante, também se soma o aumento dos casos de covid-19 dos EUA, que seguem batendo recorde em plena reabertura dos Estados.

Com isso, o WTI para setembro, referência no mercado americano e o atual contrato mais líquido do setor, recuou 1,14%, a US$ 40,93 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, referência no mercado europeu, caiu 0,96%, a US$ 43,37 o barril./MAIARA SANTIAGO, LUÍS EDUARDO LEAL E ALTAMIRO SILVA JÚNIOR

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