Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Dólar fecha em alta de 1,3% com interferência de Bolsonaro na Petrobrás

O mercado financeiro não reagiu bem à troca no comando da estatal, anunciada pelo presidente na sexta-feira; em Nova York, as ações da companhia caem em torno de 22%

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2021 | 09h18
Atualizado 22 de fevereiro de 2021 | 17h58

O dólar fechou nesta segunda-feira, 22, em alta de 1,27%, cotado a R$ 5,4539, após bater em R$ 5,53 na máxima do dia. O câmbiou acompanhou o mesmo tom de cautela visto nos mercados internacionais, principalmente o brasileiro, de olho na Petrobrás, com a mudança na presidência da petroleira. 

O mercado local teve um dia perdas por causa da interferência do presidente Jair Bolsonaro na estatal e diante do temor de que esse seja só o começo de mais ingerências. Bolsonaro indicou na sexta-feira, 19, o general da reserva Joaquim Silva e Luna para substituir Roberto Castello Branco no comando da petroleira, em meio à insatisfação com a política de preços da estatal.

Somente no pregão de sexta-feira e na primeira hora do pregão desta segunda, a estatal já perdeu R$ 100 bilhões em valor de mercado.

O risco de mais interferência pesa também nos papéis de outras estatais, como Banco do Brasil e Eletrobrás, além das elétricas. No sábado, Bolsonaro disse a apoiadores: "Vamos meter o dedo na energia elétrica, que é outro problema também".

Na Bolsa de Nova York, os American Depositary Receipts (ADR) da Petrobrás, recibos de ações negociadas por lá, têm queda em torno dos 22%.

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