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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Bolsa fecha em alta de 2% com aumento de apetite por risco; dólar fica a R$ 5,15

B3 teve dia favorável, amparada principalmente pela alta das ações do setor bancário e pela expectativa de que os EUA criem um novo pacote de estímulos de US$ 1 trilhão

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2020 | 09h05
Atualizado 27 de julho de 2020 | 18h07

O apetite dos investidores por risco fortaleceu a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, nesta segunda-feira, 27, que encerrou com alta de 2,05%, aos 104.477,08 pontos. Também influenciou no pregão, a possibilidade de que os Estados Unidos criem um novo pacote de estímulos trilionário. Esse cenário deu novo fôlego para as moedas de países emergentes e enfraqueceu o dólarque fechou em baixa de 92%, a R$ 5,1580. 

De acordo com o analista da Necton Investimentos Márcio Gomes, com o processo de realização de lucros e realocação de capital, os investidores vendem os ativos que apresentaram bons resultados e acabam comprando setores um pouco mais defasados, como o de bancos. Isso pode ser notado no pregão de hoje.

Entre os principais ganhos do Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, se destacaram Itaú e Bradesco, com 5,02% e 4,59% cada. A melhora do setor bancário fortaleceu o índice e ajudou a B3 a recuperar os dois mil pontos perdidos na última quinta-feira, quando caiu ao patamar dos 102 mil pontos. Além destas, também subiram Vale, com 4,73% e Petrobrás PN, com 2,07%. Com os resultados, a Bolsa acumula alta de 9,91% no mês e cede apenas 9,66% no ano.

Além do aumento do apetite por riscos, o mercado brasileiro, assim como as principais Bolsas do exterior, seguem atentas ao anúncio de um novo pacote de estímulos fiscais, estimado em US$ 1 trilhão, pelo Partido Republicano, nos Estados Unidos. Segundo o secretário do Tesouro americano, Steve Mnuchin, a nova medida deve ser detalhada ainda nesta segunda.

Já no noticiário local, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,836 bilhão na quarta semana de julho (de 20 a 26), segundo dados do Ministério da Economia. Também chamou a atenção, a revisão da queda para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 feita pelos analistas do mercado, agora estimada em 5,77%. Há um mês atrás, as projeções divulgadas no relatório Focus, do Banco Central (BC), apontavam para recuo de 6,64%.

Câmbio

O dólar teve novo dia de enfraquecimento no mercado internacional, registrando novas mínimas recordes para um período de dois anos frente a outras divisas fortes, como euro e iene. Nesta segunda, a expectativa de que o novo pacote de US$ 1 trilhão seja aprovado ainda nesta semana, estimulou a busca por riscos e favoreceu as moedas de países emergentes, como o real e o peso mexicano, por exemplo.

Na mínima do dia, por volta das 16h, a moeda à vista bateu em R$ 5,1522, um recuo de 1,03%. Já o dólar para agosto encerrou com baixa de 1,66%, a R$ 5,1470. Nas casas de câmbio, de acordo com levantamento realizado pelo Estadão/Broadcast, o dólar turismo é negociado próximo de R$ 5,45. 

No segmento de juros futuros, a sessão também foi de queda, com a taxa do contrato DI fechando a 1,930% ante 1,948% do ajuste de sexta-feira.

Bolsas do exterior

Um clima misto predominou entre os mercados internacionais, com ganhos sendo registrados em Nova York e na  Ásia. Por lá, dados apontam que o lucro de grandes empresas industriais da China deu um salto anual de 11,5% em junho, quase o dobro do ganho de 6% visto em maio e marcando seu maior avanço desde março de 2019. Já na Europa o dia foi negativo, com os investidores atentos ao aumento das tensões entre os chineses e os americanos e ainda de olho no aumento de casos do coronavírus.

No continente asiático, os chineses Xangai CompostoShenzhen Composto subiram 0,26% e 0,28%, enquanto o sul-coreano Kospi teve alta de 0,79% e o Taiex de Taiwan ganhou 2,31%. Já o japonês Nikkei caiu 0,16%, após ficar parado por dois dias devido a um feriado no Japão. O Hang Seng recuou 0,41% em Hong Kongmas a Bolsa australiana terminou o pregão em alta de 0,34% na Oceania.

No velho continente, o tom negativo predominou e nem a alta do índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha, que avançou 90,5 em julho, acima da previsão de 89,0 dos analistas, melhorou o clima. Por lá, a maior beneficiada pela informação, foi a Bolsa de Frankfurt, que ficou estável, com alta de 0,60%. O Stoxx 600 cedeu 0,31%, enquanto a Bolsa de Londres caiu 0,31% e a de Paris teve baixa de 0,34%. MilãoMadri Lisboa tiveram quedas mais expressivas, de 0,28%, 1,70% e 0,89% cada.

Já em Nova York, o clima foi favorável, com os investidores à espera do novo pacote de estímulos. Em resposta, o Dow Jones fechou em alta de 0,43%, o Nasdaq subiu 1,67% e o S&P 500 ganhou 0,74%. Também favoreceu o clima por lá a divulgação dos balanços de gigantes da tecnologia, programado para esta semana. Com isso, Amazon, Facebook, Apple e Alphabet tiveram altas de 1,54%, 1,21%, 2,37% e 1,41% cada, após terem registrado tombos significativos nas últimas semanas. 

Petróleo

A commodity reverteu o sinal logo no começo da tarde para fechar em alta nesta segunda, apoiada pela expectativa de que um novo pacote de estímulos trilionário seja aprovado nos EUA. Além disso, a queda do dólar no mercado global também ajudou o mercado de petróleo, já que deixou o barril mais barato para os países detentores da divisa americana.

WTI para setembro, referência no mercado americano, fechou em alta de 0,75%, em US$ 41,60 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para outubro, referência no mercado europeu, subiu 0,27%, a US$ 43,90 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE)./MAIARA SANTIAGO, LUÍS EDUARDO LEAL E ALTAMIRO SILVA JÚNIOR

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