Cotações têm pouca pressão com colapso argentino

Os mercados reagem com certo otimismo diante do colapso econômico-social da Argentina e os negócios já antecipam as comemorações do final de ano. O dólar abriu em alta, mas a entrada de recursos desde ontem segurou a elevação da cotação, que variou entre R$ 2,32 e R$ 2,35. A Bolsa segue em alta, mas já com pouco volume financeiro. Os negócios serão retomados no dia 26 restando apenas mais três pregões para encerrar o ano. Já o mercado de juros retomou nesta sexta-feira o movimento de queda de taxas. Os analistas consideram que a convulsão social na Argentina e as renúncias do ministro Domingo Cavallo e do presidente Fernando De la Rúa são motivos para pressionar temporariamente os mercados no Brasil. Mesmo assim, segundo um analista, o clima é de cautela, pelo menos por enquanto, e está longe de se transformar no nervosismo que foi vivido pelos investidores durante os meses de setembro e outubro. Com o caos instalado na Argentina, os analistas falam em flutuação do câmbio e pesificação da economia (conversão de todos os contratos em dólar para pesos na proporção de um por um). Os peronistas, que assumiram o comando político do país, discutem modelos econômicos alternativos, mas o mercado sabe que a reorganização da economia vai demorar muito mais tempo do que a reorganização política. O Congresso, que é controlado pelo Partido Justicialista (PJ), vai convocar a Assembléia Legislativa para escolher um novo presidente por 90 dias e convocar eleições presidenciais diretas, segundo uma fonte do PJ ouvida pela correspondente em Buenos Aires, Marina Guimarães. A questão é saber quem vai cobrir o mandato tampão. O PJ está rachado por muitas disputas internas. O senador Ramón Puerta, presidente interino da Argentina, que vai ocupar a cadeira de presidente por 48 horas, não quer assumir o cargo por mais tempo sem o apoio integral do partido. O mercado acompanhará atento ao noticiário argentino. Especialmente porque, até aqui, não houve qualquer definição sobre qual será o rumo da economia daquele país. Mas, por enquanto, ainda prevalece a avaliação de que os fatores internos serão mais forte s sobre o mercado do que a situação do país vizinho. Números do mercado Há pouco, o dólar comercial para venda estava cotado em R$ 2,3500, com alta de 0,69%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano -pagavam juros de 20,142% ao ano, frente a 20,140% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 1,69%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - estava em alta de 0,26%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - operava em alta de 0,73%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

21 Dezembro 2001 | 15h09

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