Renda extra

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Cotista suporta taxa de 5% ou mais

Patrimônio das dez carteiras com maior custo de administração é de R$ 5 bi; bancos admitem reduzir cobrança

Mariana Segala, O Estadao de S.Paulo

24 de agosto de 2009 | 00h00

Apesar da queda de cinco pontos na Selic em 2009, os fundos conservadores com taxa de administração a partir de 5% ao ano perderam no período um número limitado de investidores - ou até receberam novos. As dez carteiras com maior custo de administração, selecionadas a partir de pesquisa na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e no site Fortuna, somam patrimônio de R$ 5,1 bilhões e 585.361 cotistas.Oito dos dez fundos tiveram resgates líquidos em 2009, mas em proporção limitada ante o patrimônio. A captação dos dez fundos está positiva em R$ 116 milhões neste ano (até dia 19). O maior deles - o Santander Classic Referenciado DI, com taxa de 5% - perdeu 10% dos cotistas, mas mantém R$ 3 bilhões em carteira.Com os juros básicos em 8,75% ao ano, alguns economistas calculam que fundos com custo anual entre 0,5% e 1% já empatam com o retorno da poupança. A caderneta, neste ano (até dia 19), rende 4,55% e os fundos com taxas de administração a partir de 5% ao ano, apenas 2,74%. No mesmo período, o CDI tem retorno de 6,61%. O empresário Henrique Carbonell deixou uma carteira com taxa de administração de 2% e foi para outra, com custo de 0,4% ao ano. "É assustador um banco cobrar taxa de 4% quando o trabalho de gestão é praticamente nulo."Com taxa de 5,5%, o Itauvest Plus Curto Prazo tem 142 mil cotistas, patrimônio de R$ 1,9 bilhão e retorno de 2,94% no ano. Trata-se de um fundo com resgate automático, o que encareceria a gestão. "É mais uma conveniência do que um fundo", diz o diretor de produtos de investimentos do Itaú Unibanco, Cláudio Sanches, acrescentando que o banco pretende reduzir as taxas em até dois pontos neste e em outros fundos semelhantes nos próximos dois meses.No topo da lista, o Renda Fixa BRB Liquidez, que cobra 6,5%, tem apenas 750 cotistas e patrimônio de R$ 16,5 milhões - o Banco de Brasília estuda reduzir a taxa. No Bradesco, dois fundos com taxa de 6% mantêm R$ 87 milhões, mesmo fechados para captação.

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