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Coty faz parceria com empresa do Boticário

Marca francesa está presente em 130 países e busca mais relevância no mercado brasileiro; saída para crescer seria ampliar a fabricação local

FERNANDO SCHELLER, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2013 | 02h09

A Coty, marca de cosméticos de origem francesa, anunciou ontem uma parceria com a brasileira Frajo, com sede em Campinas (SP), com o objetivo de aumentar a distribuição de seus produtos no País. A parceria entre uma gigante internacional que faturou US$ 4,6 bilhões no último ano e uma empresa local quase desconhecida tem razão de ser: por trás da Frajo está o Grupo Boticário, que detém 60% do capital da distribuidora desde o início de 2013.

A Coty tem atualmente uma participação pequena no mercado brasileiro, apesar de distribuir seus produtos em cerca de 130 países. A parceria local mais relevante, por enquanto, é com a empresa de cosméticos do Grupo Silvio Santos, a Jequiti, que distribui algumas das marcas mais populares da Coty por venda direta. Com a Frajo, presente em 8,5 mil pontos de venda em território nacional e distribuidora de marcas como Revlon e Ferrari, a ideia seria ganhar relevância no País atacando também o varejo.

A parceria no Brasil tem o objetivo de vender localmente os perfumes consumidos pelo público que viaja e passa pelos free shops dos aeroportos. "Vamos lançar novas marcas no mercado brasileiro", afirma Michele Scannavini, presidente mundial da Coty, em comunicado. O portfólio da empresa teria mais de cem itens, incluindo também maquiagem e produtos para o corpo.

Segundo o Estado apurou, não faria sentido a empresa chegar ao Brasil com mentalidade de importadora, já que os impostos tornam os preços pouco competitivos. Fontes do setor de higiene e beleza dizem que a Coty tem a intenção de nacionalizar parte da produção para poder competir no quesito preço.

O portfólio de mais de 60 marcas da Coty é variado, englobando itens de apelo popular (Playboy e Adidas), fragrâncias assinadas por celebridades (como Beyoncé e Sarah Jessica Parker), produtos de médio preço (Calvin Klein e Guess) e símbolos do mercado de luxo (como Balenciaga e Bottega Veneta).

Porta a porta. A parceria com a Jequiti no mercado porta a porta - que inclui também as fragrâncias Playboy, Adidas, Lady Gaga e Madonna - teria sido o empurrão que faltava para a Coty decidir vir para o Brasil. O bom resultado de vendas evidenciou que o potencial de expansão local é forte.

Os produtos são feitos em fabricantes locais terceirizados pela Jequiti, o que permite a redução de preço - a consumidora final paga R$ 89 pelo perfume Glow, de Jennifer Lopez. Segundo o Estado apurou, a Jequiti teria o direito de explorar algumas marcas da Coty no País com exclusividade até 2014.

Procurada pela reportagem, a Frajo não retornou as ligações até o fechamento da edição. O Grupo Boticário não quis comentar qual seria a extensão da parceria de sua controlada com a Coty.

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