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Gás de xisto dos EUA desafia a competitividade nacional, diz Coutinho

Exploração de ‘shale gas’ baixou preços do gás natural em mais de 60% para indústria americana

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

20 de maio de 2013 | 14h13

SÃO PAULO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, admitiu nesta segunda-feira, 20, que a produção de gás de xisto (shale gas) nos Estados Unidos pode abalar a indústria nacional.

Coutinho afirmou que a exploração do shale gas trará "mais desafios para competição" às empresas em todo o mundo - e que no Brasil não será diferente.

A extração do gás de xisto nos Estados Unidos reduziu o preço do gás natural à indústria americana em mais de 60% desde 2008. E os preços praticados hoje nos Estados Unidos chegam a estar até 80% acima dos cobrados na Europa e no Brasil.

"É quase inevitável que, com custos de energia tão baixos, os Estados Unidos possam recapturar uma parcela relevante da produção (do setor manufatureiro)", apontou o presidente do BNDES.

Coutinho entende que as consequências desse movimento, convencionado em todo o mundo como uma nova revolução energética, começarão a ser sentidos em pouco tempo.

"A partir do ano que vem e no ano seguinte esses efeitos serão mais fortes e vão atingir o mercado internacional como um todo", disse.

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