finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Coutinho, do BNDES, comandará fusão da Oi com Brasil Telecom

Ele se recusou a comentar o papel do banco na eventual fusão das empresas

Lu Aiko Otta,

08 de agosto de 2007 | 16h42

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, se recusou a comentar o papel do banco na eventual fusão da Brasil Telecom com a OI para formação de uma grande empresa de telecomunicações. "Não posso falar sobre este assunto", disse Coutinho, explicando que não seria adequado comentar uma operação que ainda está em negociação. Coutinho participou de encontro, em Brasília, nesta quarta-feira, 8, com representantes de instituições da sociedade civil para discutir a formulação de uma Política de Informação Pública para o BNDES e da ampliação do Conselho de Administração do banco. A edição desta quarta do jornal Valor Econômico informou que Coutinho terá a responsabilidade pela engenharia financeira do projeto. Segundo a publicação, o presidente do BNDES já se reuniu com o presidente das duas empresas. A divisão da telefonia no Brasil   O Brasil passou de 20,2 milhões de telefones fixos e 5,6 milhões de celulares em julho de 1998, quando foi privatizada a Telebrás, para 38,8 milhões de fixos e 106,7 milhões de móveis hoje. A evolução do mercado aconteceu com o investimento privado, sem fazer diferença entre capital nacional e estrangeiro. Com o estudo sobre a "grande empresa nacional de telecomunicações", o governo ameaça mudar as regras, discriminando o capital internacional. Isso preocupa o grupo espanhol Telefônica, que é, ao lado do mexicano Telmex/América Móvil, um dos dois grandes jogadores internacionais nas telecomunicações no Brasil. "O movimento de consolidação nas teles está acontecendo no mundo e vai acontecer no Brasil também", disse na terça-feira o presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antônio Carlos Valente, durante 2º Seminário Fiesp/Ciesp de Telecomunicações . "O governo brasileiro deverá estabelecer as regras que, no seu entendimento, sejam mais adequadas e que não desconsiderem o sucesso que houve no passado, quando o capital nacional e o estrangeiro foram tratados de forma igual e puderam produzir resultados palpáveis." Hoje, a regulamentação proíbe fusão entre as quatro concessionárias fixas, que são a Oi, Brasil Telecom, Telefônica e Embratel (que pertence à Telmex). O governo quer permitir a fusão entre a Oi e a Brasil Telecom, impedindo que a Telefônica e a Embratel participem da consolidação. Valente reforçou o interesse da Telefônica em investir no Brasil. Ele citou como exemplo a compra, anunciada semana passada, da Telemig e da Amazônia Celular pela Vivo, joint venture dos espanhóis com a Portugal Telecom. Segundo o executivo, no caso de surgirem outras operações interessantes, a Telefônica "certamente vai avaliar". Reestatização O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, espera que os estudo do governo sobre a fusão entre Oi e Brasil Telecom dê algum resultado num prazo de 90 dias. Ele negou que a idéia de o governo ter uma golden share (ação com direitos especiais) na nova empresa seja uma forma de reestatização. 'Quando o BNDES entrou na Telemar, falaram em privatização', apontou Martins. 'Por que mudou o governo vão falar em reestatização?' Valente também afirmou ontem que, entre investir na TIM ou na Vivo, a prioridade da Telefônica é comprar a participação da Portugal Telecom na Vivo. 'O projeto que tem sido claramente de interesse da Telefônica é a aquisição de 50% da PT na Vivo. Isso não depende de nós, e sim de uma série de questões. Mas essa seria obviamente a prioridade, como já foi manifestado pelo grupo.' 

Tudo o que sabemos sobre:
Brasil TelecomOi

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.