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Coutinho: ''É possível evitar alta sem mexer no câmbio''

Operações específicas evitariam valorizar a moeda sem interferir no câmbio flutuante, diz presidente do BNDES

Celia Froufe, O Estadao de S.Paulo

28 de maio de 2009 | 00h00

O Banco Central pode, por meio de operações específicas, evitar a continuidade de valorização do real sem interferir no regime de câmbio flutuante. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, ao deixar a audiência pública conjunta de várias comissões do Senado convocada para discutir os impactos da crise econômica. Veja o desempenho do dólar nos últimos 10 anos"É importante para a competitividade da economia que sejam minimizados os efeitos das forças que impulsionam a valorização do real, mas mantendo o câmbio flutuante", disse Coutinho. "Esta é uma tarefa do Banco Central, que pode ser feita por meio de operações do Banco Central." Coutinho não disse, porém, quais operações específicas o BC poderia fazer para conter a valorização do real ante o dólar, que tem motivado uma onda crescente de críticas de exportadores. Segundo o presidente do BNDES, o real vem sendo avaliado no exterior como uma moeda forte em potencial. "Esse é um problema para todos nós." Apesar de ser uma notícia positiva, de acordo com Coutinho, porque mostra a confiança dos investidores no Brasil, o efeito de uma sobrevalorização da moeda brasileira "não é tão bom". "Mas sabemos que isso faz parte de uma economia aberta, como a brasileira." Luciano Coutinho disse que a instituição continuará a incentivar empresas brasileiras voltadas para a exportação que sofrem com os efeitos da crise financeira internacional, como a Embraer. "Nenhum país pode prescindir de ter um belo superávit comercial", disse. Apesar de esperar uma reação do mercado interno suficiente para proporcionar um crescimento de 4% (a partir do fim deste ano), as empresas dependentes do comércio global demorarão mais a reagir, disse ele. Durante a audiência pública, ele informou que anteontem o banco aprovou um financiamento para a compra de aviões da Embraer pela Trip Linhas Aéreas.

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