Coutinho: linha da equipe de Dilma será de continuidade

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje que a linha predominante da equipe econômica do governo Dilma Rousseff será de continuidade. Coutinho, que chegou a ser cotado como possível ministro da Fazenda, desconversou ao ser questionado sobre sua eventual permanência no cargo durante o futuro governo. Ele participou pela manhã em Belo Horizonte do lançamento do Núcleo de Inovação de Minas Gerais, na sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiemg), mas precisou deixar o evento antes do fim após ser chamado para retornar a Brasília.

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

25 de novembro de 2010 | 18h04

"Acredito que a linha predominante do governo da presidente é de continuidade. Então, a gente não deve esperar mudanças de orientação. Podem mudar pessoas, mas não orientação", destacou Coutinho, que se esquivou quando perguntado se já teria aceitado um suposto convite para continuar na presidência do banco. "Eu ainda não tenho nenhuma informação e continuo trabalhando até 31 de dezembro", disse. "Só poderei comentar isso quando houver uma definição por quem de direito."

Na palestra para os empresários mineiros, o presidente do BNDES falou de propostas futuras e disse que tem "absoluta certeza" de que Dilma manterá os fundamentos sólidos da economia brasileira para sustentar o crescimento do País. "Temos, felizmente, um aprendizado extremamente saudável dos erros que não se deve cometer em termos de condução de política macroeconômica. Ou seja, não dá para brincar com a inflação. É preciso manter finanças públicas saudáveis e é preciso tomar cuidado com o déficit externo para não desfazer a robusteza cambial brasileira", afirmou.

Ao se despedir, Coutinho ressaltou que espera poder voltar à Fiemg. "Ainda não sei se poderei retornar na qualidade de presidente do banco, mas espero poder retornar aqui." O presidente do BNDES disse que estava voltando às pressas para Brasília para tratar de "assuntos normais" com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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