Coutinho nega subsídio do BNDES ao setor de proteínas

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, rebateu críticas de mercado segundo as quais o banco utiliza seus recursos para "subsidiar" empresas, ao ser questionado pelo Broadcast, serviço de notícia em tempo real da Agência Estado, sobre a ajuda da instituição para o crescimento do setor de proteínas brasileiro. "Não foram recursos subsidiados como têm reiterado por aí", disse, acrescentando que eles são de uma carteira específica com remuneração a taxas de mercado.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS E SUZANA INHESTA, Agencia Estado

23 de maio de 2014 | 17h40

Ainda segundo Coutinho, o BNDES não apoiou somente uma empresa do segmento. "O BNDES apoiou a transformação de todo um setor produtor de proteínas na direção do crescimento", afirmou o executivo, que participou de evento realizado em São Paulo pela Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha. Ele ressaltou que o setor de proteína tem um papel relevante e de destaque na economia global.

Entretanto, o presidente do BNDES admitiu que, no processo de esforço do banco de fomento em estimular o avanço do setor de proteínas, houve alguns casos de empresas que, após o apoio da instituição, apresentaram algumas dificuldades financeiras. Mas, conforme Coutinho, no geral, os casos de sucesso acabaram absorvendo as dificuldades.

Dentre os exemplos de ajuda ao setor de proteínas estão o frigorífico Independência. A empresa, que chegou a ser a quarta maior do segmento de carne bovina no País, recebeu recursos da BNDESPar em 2008, acabou entrando em recuperação judicial e, no ano passado, teve seus ativos vendidos para a JBS. Além da Marfrig Global Foods, que, somente agora, começa a dar seus primeiros sinais efetivos de sua virada financeira, com uma melhor estrutura de capital e operacional. A BNDESPar começou a fazer seus aportes na companhia desde 2007.

China

Sobre viagem à China, de onde retornou nesta manhã, Coutinho disse que há entre autoridades e empresários chineses uma compreensão de que o Brasil é uma economia forte e complementar à chinesa. Além disso, ressaltou que os chineses sabem da importância da contribuição deles nos setores de transportes e logística brasileiros. Essa foi a percepção que Coutinho disse ter trazido à presidente Dilma Rousseff em seu retorno.

Ele contou que foi à China a pedido da presidente Dilma, em uma viagem preparatória para a visita que o presidente chinês, Xi Jinping, fará ao Brasil em julho.

Coutinho disse que se reuniu com representantes de empresas e bancos chineses para tratar de investimentos na área de transportes. Também esteve com o primeiro vice-ministro chinês Li Keqiang, com representantes do Eximbank chinês e fundos de investimentos.

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