Coutinho quer ampliar expansão do investimento

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem que o banco pretende elevar de atuais 6% para 8% a 10% a sua taxa implícita de crescimento dos investimentos nos próximos quatro anos, ou seja de 2012 a 2015.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h03

Coutinho fez essa previsão durante palestra no seminário "Ações do BNDES no estágio atual da economia brasileira", promovido em São Paulo pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

As perspectivas de crescimento da carteira de investimentos nos próximos quatro ou cinco anos, de acordo com o presidente do BNDES, comparam-se ao quadriênio de 2007 a 2010. "Nós temos uma taxa implícita de crescimento de investimentos de 6%. Queremos subir esta taxa para próximo de 8% a 10%", disse Coutinho.

De acordo com ele, o banco está trabalhando intensamente com vários setores. A extrativa mineral, por exemplo, segundo ele, vai elevar sua taxa de investimentos porque o licenciamento ambiental do complexo Serra Sul vai permitir à Vale empregar um volume maior de investimentos já a partir do ano que vem.

"Estamos tentando criar condições de reduzir custos sistêmicos da economia para estimular mais investimentos em infraestrutura, particularmente, em logística", disse o presidente do BNDES. Para ele, o País precisa ter projetos e planejar a longo prazo. "Em vários casos, precisamos pensar 30, 40 anos à frente."

"Ferrovia dura 50 anos ou mais. Grandes investimentos em energia são de longo prazo e o Brasil, infelizmente, perdeu isso por causa da crise, da instabilidade, da alta inflação", lamentou. "Precisamos consolidar nossa capacidade de crescer, pensar o longo prazo e ter planejamento com licenciamento correto."

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