CPFL aumentará em 20 vezes a geração de energia própria

A CPFL Geração, empresa do mesmo grupo que controla a CPFL distribuidora, reinaugura nesta quarta-feira duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, que tiveram a potência praticamente dobrada. Das 19 PCHs da empresa no Estado, quatro já aumentaram a potência, elevando-a nominalmente para o total de 146 megawatt (MW).A CPFL Geração está investindo R$ 4,3 bilhões para aumentar em 20 vezes a capacidade nominal para 3 mil MW até 2005. O ganho expressivo na geração de energia elétrica virá de sete projetos em construção, um na região Centro-Oeste e seis na região Sul. Eles permitirão à CPFL ampliar a geração própria de energia dos atuais 2,5% para mais de 15%, o teto permitido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para empresas distribuidoras. "O que passar destes 15% será comercializado com outras distribuidoras", diz o gerente de Operações da CPFL Geração, José Ferreira Abdal Neto.As 19 PCHs pertencentes à CPFL são usinas que trabalham com o chamado fio d´água, sem a necessidade de grandes reservatórios. A capacidade de geração de energia é pequena, mas são projetos com agressão praticamente nula ao meio ambiente. O custo por MW também é 25% menor em relação às usinas de grande porte. A maioria das PCHs têm origem na primeira metade do século passado, o que levou à necessidade de modernização das estruturas.As duas PCHs que serão reinauguradas amanhã foram construídas em 1911 (em São Joaquim da Barra) e 1926 (em Guará). Já passaram por aumento de potência as PCHs Eloy Chaves e Pinhal, ambas em Espírito Santo do Pinhal. Estão em obras as PCHs Esmeril (Batatais) e Salto Grande (Campinas). As próximas a serem reformadas serão a Capão Preto (São Carlos), Buritis (Buritizal) e Chibarro (Araraquara). A CPFL opera em 234 municípios paulistas e foi privatizada em 1997. Hoje é controlada por três empresas e dois fundos de pensão. O consórcio VBC (Bradesco, Votorantin e Camargo Corrêa) tem a maior parte. Depois seguem a Previ - fundo de pensão do Banco do Brasil - e Bonaire, uma associação de fundos.

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