CPFL e Equatorial poderão ter sócio na compra do Rede

Nova versão do plano de recuperação judicial da empresa dá liberdade para o consórcio buscar parceiros para o negócio

WELLINGTON BAHNEMANN / RIO , O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2013 | 02h08

A nova versão do plano de recuperação judicial do Grupo Rede admite a entrada de um novo sócio para a compra da companhia. Segundo o documento, a CPFL Energia e a Equatorial têm liberdade de incluir outro parceiro no negócio se assim desejarem. Isso confirma a informação que circulava entre os credores, na assembleia realizada na quarta-feira.

A Cemig chegou a ser apontada como o "sócio oculto" no processo, mas a estatal mineira negou estar negociando a compra dos ativos do Rede.

O documento informa aos credores que os investidores envolvidos na operação de compra das holdings do Grupo Rede são a CPFL Energia e a Equatorial, mas abre espaço para parceiros. O texto do documento autoriza "qualquer outra empresa do setor elétrico ou com interesse em investir no setor elétrico com comprovada capacidade econômico-financeira e técnica, que seja incluída por Equatorial e CPFL na transação objeto do compromisso".

Esse parágrafo é muito diferente da versão original do plano, que só citava como os investidores CPFL e Equatorial. A nova versão mantém a possibilidade de as duas empresas injetarem R$ 1,8 bilhão no Grupo Rede por meio da "venda de ativos, incluindo a participação societária majoritária em algumas concessionárias da companhia".

"A princípio, a CPFL Energia e a Equatorial querem ficar com as oito concessionárias. Mas esse plano dá uma grande liberdade para a reorganização dos ativos", afirmou uma fonte a par do processo.

A nova versão do plano de recuperação foi protocolada em 29 de maio, quarta-feira da semana passada, mas só foi entregue ontem pelo Grupo Rede à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A primeira assembleia dos credores da companhia ocorreu na última quarta-feira e a próxima foi marcada para o dia 3 de julho.

Essa assembleia tende a ser decisiva sobre o futuro da companhia, uma vez que o prazo de proteção da Justiça se encerra no dia 15 de julho e o Grupo Rede poderia ter a sua falência decretada nessa data.

Além da CPFL Energia e da Equatorial, a Copel e a Energisa apresentaram proposta pelo Grupo Rede. A diferença é que a oferta de R$ 3,2 bilhões da com participação da estatal de energia paranaense tem o objetivo de adquirir os ativos operacionais do grupo, e não as holdings, que estão em recuperação judicial.

A CPFL e a Equatorial têm um acordo de exclusividade com o controlador do Grupo Rede, o empresário Jorge Queiroz, para compra de toda a empresa. Mesmo assim, os credores aprovaram na assembleia de quarta-feira o acesso do segundo interessado a números mais detalhados sobre o grupo.

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