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CPFL fica fora de chamada pública para leilão do Madeira

O presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior, afirmou que a empresa não se inscreveu para participar de nenhuma das três chamadas públicas promovidas pelas empresas do Grupo Eletrobrás para a formação de consórcios visando a disputa de Santo Antônio, do rio Madeira. O executivo, porém, negou que a companhia desistiu da usina. "Não desistimos. Só se pode desistir no dia 30 de outubro, quando acaba o leilão", comentou Ferreira Junior durante o Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), promovido hoje pelo Grupo Canal Energia.Na avaliação do executivo, Santo Antonio é um projeto "muito bom", mas o fato de ser uma usina de grande porte exige associação com outras empresas para dividir os riscos do investimento. "A questão é que só existe um grande consórcio com informações, que no nosso entendimento não irá oferecer ao setor privado 51% de participação", justificou o executivo, em referência à parceria de Furnas e Odebrecht.Segundo Ferreira Junior, as condições atuais não permitem a competição pelo empreendimento, dada a falta de proponentes capazes de rivalizar com o consórcio Furnas/Odebrecht. Um dos principais inibidores da disputa é o fato de que os dois fornecedores de turbinas bulbo do País já estão comprometidos com a estatal e a construtora. "Esse é o grande problema", apontou o presidente da CPFL Energia.EquipamentosO executivo afirmou que seria interessante, para tornar viável a competição, que o governo colocasse em separado o leilão para os equipamentos - isso atrairia outras construtoras e outros grupos do setor elétrico para a disputa da usina. Ferreira Junior também criticou a ausência de informações claras sobre o empreendimento."Já ouvimos que o orçamento ambiental da hidrelétrica passou de R$ 500 milhões para R$ 1,5 bilhão", disse, acrescentando que o prazo de implantação do projeto dessa magnitude é muito curto. "Os próprios elaboradores do projeto já manifestaram que não conseguiriam atender prazo de entrar em 2012. Até agora só foi obtida a licença prévia e não a licença de instalação, documento que permite as obras", afirmou o executivo.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

13 de setembro de 2007 | 19h53

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