CPFL nega que tenha estimulado desperdício de energia

O presidente da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Wilson Ferreira, enviou uma carta ao presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), Pedro Parente, negando que tenha estimulado o desperdício de energia, quando declarou que a empresa pretendia estimular a volta do consumo após o fim do racionamento. "Ampliar o uso da eletricidade permitirá níveis de conforto, bem estar e segurança que, em diversos casos, os consumidores abriram mão de usufruir, para colaborar com o exitoso esforço nacional de superação da crise", argumentou o executivo. Ele disse ainda que o racionamento, que em sua opinião já poderá ser extinto no próximo dia 17, acabará com "absoluta segurança", pois o nível dos reservatórios, que servirá de referência para a volta à normalidade (a curva guia superior), foi feito com base em critérios conservadores sobre o índice de chuvas. Além disso, o planejamento está sendo feito com a previsão de um aumento de carga na região Sudeste, que passaria do limite atual de aproximadamente 24.000 MW para 26.500 MW a partir de março. Segundo Ferreira, este aumento do consumo "vai possibilitar a evolução da atividade econômica geradora de renda e empregos". A polêmica foi iniciada ontem, depois que Ferreira informou que a empresa iria distribuir saquinhos de pipoca para serem preparados em microondas, e recebeu críticas por estar estimulando o aumento do consumo de energia. Ele disse que em nenhum momento defendeu esbanjar energia, e citou os programas de racionalização desenvolvidos pela CPFL, que consomem R$ 26 milhões anuais (esses programas são determinados pelos contratos de concessão). Um deles prevê a distribuição de 300 mil lâmpadas fluorescentes compactas à população carente neste ano. Também está prevista a racionalização energética em 85 mil pontos de iluminação pública e parceria com lojas para conceder desconto na venda de eletrodomésticos que gastem menos energia.

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