CPFL Piratininga pede 34,5% de reajuste e Aneel dá 21,1%

Os custos apresentados pela CPFL Piratininga - distribuidora de energia que atende a parte do interior paulista ? para o processo de revisão tarifária periódica da empresa dariam direito, se fossem acatados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a um reajuste tarifário de 34,56%. A Aneel, contudo, apresentou como proposta preliminar para a revisão tarifária da companhia um reajuste de 21,19%.A agência reguladora propôs ainda que, do total de reajuste preliminar previsto para a concessionária, 11,46% sejam autorizados neste ano e o restante, dividido entre os próximos três anos. O índice final de reajuste será definido até 23 de outubro.Segundo informações da Aneel, há divergências entre os custos operacionais apresentados pela distribuidora e os calculados pela Agência. A CPFL Piratininga teria apresentado à Agência um total de custos operacionais de R$ 265,3 milhões. Pela metodologia adotada pela Aneel, que envolveu a definição de uma "empresa de referência", com parâmetros de custos a serem seguidos pelas companhias, os custos acatados e transferidos para as tarifas da companhia foram de R$ 177 milhões.DivergênciaApesar da diferença entre os números apresentados pela concessionário e os que foram reconhecidos pelo órgão regulador, Wilson Ferreira Júnior, presidente da CPFL Energia, controladora da distribuidora, considera que "houve avanços" em relação ao processo de revisão tarifária da CPFL Paulista, outra controlada do grupo, realizada no primeiro semestre. "Já ocorreram mudanças em alguns critérios da Aneel", disse.Ele citou, contudo, outra discrepância. A Aneel somente reconhece 0,5% de inadimplência, que quer ver baixar para 0,2% até 2006. O nível de inadimplência da CPFL Piratininga é de 1,9%, abaixo da média do segmento, de 3,7%. O baixo nível de inadimplência colocado como parâmetro pela Aneel é um dos principais pontos de questionamento que a metodologia adotada pela agência vem recebendo das distribuidoras.

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