CPFL Renováveis prevê investir R$ 5,8 bi

Os sócios da CPFL Energias Renováveis, empresa criada oficialmente esta semana com a associação entre os ativos da Ersa e da CPFL, vão capitalizar a nova empresa em R$ 571 milhões. Os recursos serão usados pela companhia para viabilizar a implantação do seu parque gerador, que deve chegar a 2,092 mil megawatts (MW) até 2015. Do montante total, os sócios da Ersa entrarão com R$ 321 milhões e a CPFL, com R$ 250 milhões.

Wellington Bahnemann, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2011 | 00h00

Os planos da companhia para alcançar essa capacidade instalada preveem investimentos de R$ 5,8 bilhões entre 2011 e 2013. Hoje, a CPFL Energias Renováveis possui 648 MW em projetos em operação, além de mais 386 MW em fase de construção. Adicionalmente, a empresa possui um portfólio de projetos em carteira de 3,341 mil MW. Os investimentos da companhia são focados em usinas eólicas, térmicas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Apesar de trabalhar com uma perspectiva de abertura de capital da nova empresa, o presidente da CPFL, Wilson Ferreira Junior, disse que a CPFL Energias Renováveis não precisará recorrer ao mercado de capitais para financiar o seu plano de investimento nos próximos dois anos. Nesse período, a empresa planeja usar os recursos próprios e as linhas de financiamento dos bancos de fomentos para tocar a estratégia de crescimento.

Caixa. O executivo afirmou que a nova companhia já nasce com uma geração de caixa da ordem de R$ 350 milhões. Ele disse, porém, que a abertura de capital pode ser antecipada caso a previsão de investimentos supere o projetado atualmente. "O que pode acelerar isso é uma alta no capex (investimento em bens de capital) da companhia ou a aquisição de um ativo", destacou. De acordo com o copresidente da CPFL Energias Renováveis Miguel Saad, obtidas as autorizações dos órgãos regulatórios sobre o negócio ainda este ano, a companhia estaria apta para abrir o capital já no ano que vem.

Nesse contexto, Ferreira Junior afirmou que a tendência é que a nova empresa realize uma oferta primária para se capitalizar. O executivo, porém, não descartou a hipótese de que os outros sócios da companhia, egressos da Ersa, realizem uma oferta secundária de ações para sair do negócio. "Não podemos falar pelos outros sócios. O que podemos dizer é que a CPFL Energia é um operador de longo prazo."

Pelos termos da operação, a CPFL detém 63,6% da CPFL Energias Renováveis. Os outros 36,4% estão divididos entre Pátria Investimentos, Eton Park, FIP Brasil Energia, ligado ao BTG Pactual, GMR, Bradesco BBI e o banco alemão DEG.

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