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CPI atrapalharia investimentos da Petrobras, diz Dilma

Ministra afirma, porém, que não acredita que comissão seja manobra para desestabilizar candidatura em 2010

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

15 de maio de 2009 | 15h13

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que acompanhou o embarque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Arábia Saudita, minimizou nesta sexta-feira, 15, a criação da CPI da Petrobras. Ela disse que o Legislativo é autônomo e que não acredita que a iniciativa do PSDB, em forçar a leitura do requerimento de instalação, tenha o intuito de desestabilizar uma eventual candidatura governista. "Não acho que haja irregularidades na Petrobras", disse a ministra, acrescentando que "sem dúvida uma CPI atrapalharia os investimentos".

 

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Segundo a ministra, a Petrobras é, "talvez", a empresa com maior governança no País, com ações em bolsa. "A Petrobras, para nós, pode ser um instrumento de combate à pobreza, porque acabamos de descobrir a camada de exploração do pré-sal. Não somos um país que vai sofrer da maldição do petróleo. Podemos ter uma indústria fornecedora. E petróleo para nós pode ser instrumento de combate à pobreza. Nós vamos acabar de qualquer jeito com a pobreza e o petróleo pode antecipar isso", disse a ministra, que ao ser provocada por uma repórter se essa seria a sua promessa de campanha eleitoral, respondeu: "É pouco. Tem que ser uma promessa de Estado. Este país pode e vai acabar com a pobreza", disse.

 

Dilma disse que a opção contábil da Petrobras foi uma decisão administrativa, que ela não tinha conhecimento. "As empresas geralmente buscam o regime fiscal que lhes favorece", afirmou.

 

Poupança

 

A ministra afirmou ainda que possivelmente até o final do mês a regulamentação das novas medidas da poupança deverão ser encaminhadas ao Congresso Nacional. Ele confirmou que o governo vai promover uma campanha de esclarecimento sobre essas novas medidas.

 

Dilma rechaçou as declarações de que as medidas na poupança vão prejudicar a classe média. O que está sendo evitado é que o investimento se beneficie da poupança. O objetivo da medida é impedir os grandes volumes de investimentos na poupança", afirmou. "O governo foi cauteloso ao tomar as medidas em relação a poupança, como sempre é em tudo que diz respeito à economia."

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