CPI da Parmalat é formalizada

O Congresso formalizou hoje a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a crise da Parmalat. "Aguardamos agora, a primeira sessão do Congresso para que a CPI seja instalada", afirmou o deputado Waldemir Moka (PMDB-MS), presidente da especial que analisa a crise da empresa. A CPI será mista, incluindo senadores e deputados, o que permitirá "furar a fila" na relação dos requerimentos já existentes para instalação imediata. O relator da comissão especial, deputado Assis Miguel do Couto (PT-PR), disse que 200 deputados e 32 senadores assinaram o requerimento que pede a instalação da CPI. "A instalação da CPI se justifica porque há uma crise financeira e também existem suposições sobre lavagem de dinheiro, assuntos que a comissão especial não teria condições de investigar", afirmou o deputado. Ele disse que apresentará seu relatório até a próxima semana. O secretário de Direitos Econômico do Ministério da Justiça, Daniel Goldberg, disse que a solução para a crise da Parmalat não passa pela edição de uma medida provisória com pontos da Lei de Falências, texto que tramita no Senado. "Ou a empresa consegue uma sólida reestruturação de sua dívida ou não há MP ou empréstimo que resolva a crise", afirmou ele, que participou da audiência pública na Câmara. O juiz da 42ª Vara Cível de São Paulo, Carlos Henrique Abrão, não compareceu hoje à audiência pública da Parmalat na Câmara dos Deputados, porque está "constrangido" com a falta de apoio governamental à intervenção determinada por ele na filial brasileira da empresa.

Agencia Estado,

02 Março 2004 | 18h38

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