Paulo Whitaker/ Reuters
Paulo Whitaker/ Reuters

CPI da Petrobras já tem 126 assinaturas das 171 necessárias

Presidente da Câmara, Arthur Lira já chegou a sinalizar que é favorável às investigações

André Borges, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2022 | 11h59

BRASÍLIA – O requerimento para instalação de CPI da Petrobrás, comissão que pretende esmiuçar as regras de preços utilizadas pela empresa, já alcançou 126 assinaturas favoráveis à sua criação. São necessárias pelo menos 171 assinaturas dos deputados, o equivalente a um terço da Câmara dos Deputados, para que o texto seja enviado ao presidente da Casa, Arthur Lira.

A informação foi confirmada à reportagem pelo autor do requerimento, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), que é presidente do PL no Rio. O parlamentar deu início à coleta das assinaturas na manhã da terça, 21. Sua expectativa é chegar ao total necessário nesta quarta-feira. 

O governo Bolsonaro quer a instalação da CPI da Petrobras, postura que tem sido vista como uma forma de pressionar a empresa e sinalizar à população que o governo tem reagido para mexer com as regras de reajuste de combustível da petroleira. Arthur Lira já chegou a sinalizar que é favorável às investigações. Caberá a ele decidir sobre a instalação da CPI, caso o requerimento obtenha o número mínimo necessário.

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse na terça, 21, que a CPI vai sair do papel. "A CPI será instalada e dará transparência a composição dos preços dos combustíveis", afirmou.

O apoio pela instalação da CPI da Petrobras encontra resistências do lado da oposição, que avalia que o momento não seria o mais adequado e que a investigação teria perdido força após o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, renunciar ao cargo na estatal. O deputado Altineu Côrtes disse que a própria forma como Coelho saiu também precisa ser investigada. “Tem muito interesse por trás disso. Por que ele dá um aumento no preço de combustíveis, sabendo que já está para sair do cargo? Quer sair bem com o mercado?”, questionou. 

Segundo o parlamentar, a investigação precisa abrir a “caixa-preta” dos preços e lucros praticados pela Petrobras. “A CPI quer defender a população brasileira dessa política de definição de preços perversa da Petrobras. Poderemos ter todas as informações necessárias para abrir a caixa-preta dos preços, lucros e da exportação feita pela Petrobras.”

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