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CPI nem sempre é solução para tudo, diz Lobão sobre Petrobrás

Ministro de Minas e Energia disse que participou da articulação para evitar a instalação de uma CPI

Gerusa Marques e Tânia Monteiro, da Agência Estado ,

14 de maio de 2009 | 15h01

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse  nesta quinta-feira, 14, que participou da articulação no Congresso para evitar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as implicações da mudança do regime contábil da Petrobrás em 2008. "CPI nem sempre é a solução para tudo", disse o ministro após deixar o Centro Cultural do Banco do Brasil, onde participou de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli.

 

A reunião foi para tratar das obras de petróleo e gás no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No encontro, a questão da mudança contábil da Petrobrás não foi discutida. Na opinião do ministro, Gabrielli poderá esclarecer a todas as dúvidas que os senadores tenham em uma audiência pública de várias comissões do Senado. "O presidente (da Petrobrás) comparece e responde a todas as perguntas sobre quaisquer assuntos. O governo não tem nada a esconder", disse o ministro. Na opinião dele, a CPI "não ajudaria em nada" e poderia até prejudicar a imagem da Petrobrás no exterior.

 

Biodiesel

 

Lobão confirmou que a partir de julho o governo permitirá a adição de 4% de biodiesel no diesel. Atualmente, essa mistura é de 3% e, para o próximo ano, a previsão é de que esse porcentual suba para 5%. Ele disse que para evitar impacto inflacionário e aumento do preço do diesel, o Ministério da Fazenda vai extinguir o PIS e a Cofins que é cobrada sobre o biodiesel. Isso será feito, segundo o ministro, por meio de uma emenda a uma medida provisória que já está tramitando no Congresso Nacional.

 

Segundo Lobão, o programa do biodiesel está dando certo e a previsão é de geração de 100 mil empregos. O ministro disse ainda que o governo está estudando a criação de uma fábrica de biodiesel a partir do dendê no Estado do Pará. Segundo ele, o dendê produz 10 vezes mais biodiesel que a soja, hoje responsável por 80% do volume produzido no País. "Temos que estimular a produção do dendê, disse o ministro.

 

Lobão disse que nesse encontro não foi tratada a possibilidade de se reduzir o preço do diesel reivindicado no mês passado pelos caminhoneiros. Ele disse também que ainda não foi marcada a reunião da comissão interministerial que estuda uma proposta de regras para a exploração de petróleo na camada do pré-sal. Segundo ele, a convocação da reunião depende da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

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