CPMF e ata do Copom pioram clima no mercado financeiro

Bolsa de Valores de São Paulo cai 2%, pressionada pelo noticiário negativo; juros sobem

Agência Estado,

13 de dezembro de 2007 | 12h21

O mercado financeiro começou o dia pressionado pelo noticiário negativo, amanhecendo sob o impacto da derrota do governo na votação da CPMF, que coloca em risco a política de equilíbrio fiscal. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caía 2% às 12h17, aos 63.444 pontos, e os juros mantinham a tendência de alta.  "Se o governo já tivesse feito uma declaração oficial, mostrando o que pretende fazer para cobrir esse rombo (da CPMF), o mercado estaria mais tranqüilo. Mas a ausência de informação amplia a ansiedade", afirma uma experiente analista.  Em seguida, veio a ata do Copom, confirmando todas as preocupações do mercado: de que há, de fato, um descompasso entre o crescimento da oferta e o da demanda, que representa um risco de disseminação da pressão inflacionária. Desequilíbrio que nem o avanço dos investimentos, nem o crescimento das importações tem dado conta de suprir. Por causa desse quadro, o Copom fez o que o mercado já esperava: deixou a porta aberta, dizendo que está disposto a fazer o que for necessário dependendo da evolução dos riscos apresentados. Por fim, o ambiente externo pior, com o PPI e seu núcleo bastante salgados, ampliam a tensão. O PPI registrou sua maior alta desde agosto de 1973, durante a administração de Richard Nixon, puxado por elevação recorde nos preços de energia. O PPI saltou 3,2% em novembro, informou o Departamento do Trabalho. O núcleo do PPI, que exclui os setores voláteis de energia e alimentos, avançou 0,4%, a maior alta em um ano.

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