Crediário cresceu no varejo paulista em fevereiro, aponta ACSP

As vendas a prazo do comércio da capital paulista cresceram 4,6% na primeira quinzena de fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado. Já as vendas à vista se mantiveram estáveis (+0,2%). Os dados são da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e têm como base as consultas aos serviços de verificação de cheques e crédito da entidade.Na avaliação da ACSP, os resultados se devem à base de comparação fraca - os primeiros quinze dias de fevereiro de 2002 tiveram baixo movimento de vendas - e à redução dos juros. Embora continuem altas, as taxas estão em patamares inferiores ao ano passado, mas os cortes na Selic ? a taxa básica de juros da economia ? influenciaram positivamente o crédito. Desde outubro, de acordo com a ACSP, as vendas a prazo vêm crescendo nas comparações mensais.Em relação à primeira quinzena de janeiro, os números são mais favoráveis: as vendas financiadas cresceram 5,4% e à vista, 21,8%. Mas os resultados positivos são sazonais e estão relacionados à baixa atividade econômica da primeira semana do ano.O economista da associação, Emílio Alfieri, alerta que os dados não podem ser tomados como tendência para o fechamento do mês por causa do feriado do carnaval e do menor número de dias úteis. Os porcentuais, portanto, não devem se manter. Ele acredita que, em razão do efeito calendário, o mais acertado quando se quer avaliar o desempenho do comércio é levar em conta os números do trimestre.Expectativa de queda de jurosO presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, afirmou que a expectativa do comércio é de que o Banco Central promova mais uma redução dos juros na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom). A Selic é reavaliada mensalmente pelo Comitê e atualmente está em 16,5% ao ano. Ele voltou a frisar, no entanto, que o mais importante é a redução do spread bancário ? diferença entre juros cobrados nos empréstimos e a taxa de captação paga aos investidores ?, assim como o do depósito compulsório ? parcela de recursos que os bancos devem recolher ao Banco Central (BC). Afif Domingos defendeu a criação do cadastro positivo de consumidores que deve beneficiar os usuários de crédito com histórico de pontualidade.

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