Credicard revê para cima projeção para 2003

O desempenho do mercado de cartões de crédito nos sete primeiros meses do ano levou as empresas do setor a reverem as projeções fixadas no começo de 2003. A expectativa era de que o faturamento registrasse um crescimento semelhante a 2002, cujo avanço foi de 16,3%. Depois do resultado de julho, quando o movimento atingiu R$ 7 bilhões e bateu o recorde do ano, a estimativa passou a ser de 18,5%. Caso o resultado se confirme, a movimentação total atingirá a marca de R$ 82,1 bilhões, previu Roberto Lima, presidente da Credicard, empresa emissora de cartões e que realiza pesquisas mensais de mercado. A explicação é ainda a crescente substituição dos cheques pelos meios de pagamentos eletrônicos, fenômeno que começou em 1994 com a estabilização da economia e tem se intensificado. No ano passado, o faturamento do setor foi de R$ 69,3 bilhões.Naquele ano, de acordo com dados do Banco Central e das empresas de cartão, o número de cheques compensados era de 4,14 bilhões e no ano passado fechou com 2,42 bilhões. Já o total de transações com cartão de crédito passou de 200 milhões para 937 milhões no período. Com este crescimento, o plástico vem assumindo maior participação também no consumo privado do País. Em 1998, respondiam por 5,7% e em 2003 pode chegar a 9,2%, de acordo com estimativa da Credicard. ExpansãoNos últimos anos, a expansão foi intensificada pela inserção de portadores de baixa renda neste mercado, segmento que começou a chamar mais atenção dos emissores em razão do potencial de penetração e do quase esgotamento de venda para as camadas mais altas. Os consumidores com renda mensal entre R$ 200 e R$ 500 que em 1998 representavam 10% da base total de portadores de cartão das empresas, passaram para 22% em 2002. Houve também uma melhor distribuição dos cartões pelas regiões brasileiras. O Sudeste sempre concentrou o maior número de portadores mas a desproporção com relação a outras regiões se reduziu entre 2000 e 2002. Enquanto o Norte/Nordeste detinha 11% dos donos de cartão e passou a ter 17% no período, o Sudeste tinha 79% e ficou com 70%. Já o Centro-Oeste subiu de 6% para 8%; e o Sul, de 4% para 5%.

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