Credit Suisse aposta em projetos ousados

Em 2007, banco assessorou Eike Batista na venda de parte da MMX

O Estadao de S.Paulo

14 de janeiro de 2008 | 00h00

O Credit Suisse ajudou a abrir o mercado para um novo ciclo de negócios no Brasil. O banco incentivou projetos inovadores como a venda do controle da Renner para investidores dispersos na Bolsa de Valores, liderou aberturas de capital e costurou grandes fusões e aquisições nos últimos três anos. A marca da filial do banco suíço é a ousadia, herdada do antigo banco Garantia, comprada no passado pelo Credit Suisse. Em 2006, o banco fez uma aposta em um empresário igualmente ousado: Eike Batista. Ele ajudou a abrir o capital da mineradora MMX, que na época era só um projeto com potencial de virar uma grande empresa. No ano passado, continuou trabalhando ao lado do empresário. Em abril, o Credit Suisse intermediou a venda de parte da empresa para o grupo Anglo American por US$ 2,45 bilhões. No fim do ano, o banco ajudou a viabilizar a criação da OGX, empresa de gás e petróleo de Eike. O diretor-executivo do banco no Brasil, José Olympio Pereira, diz que a temporada de compras também está ajudando a desatar alguns nós da economia brasileira. "Estou nesse processo de reestruturação do setor petroquímico desde o começo desta década, quando ainda trabalhava no Citi", diz Pereira. O Credit Suisse assessorou uma das partes das diversas compras feitas no setor no último ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.