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Credit Suisse encerra operações de negociação de commodities

Participação pequena na negociação de commodities, com altos custos fixos atrelados, motivou a saída do negócio

REUTERS

22 de julho de 2014 | 09h33

O banco Credit Suisse disse nesta terça-feira que vai cortar suas atividades na comercialização de commodities para concentrar seus recursos em áreas mais rentáveis do seu negócio.

Em apresentação feita durante a divulgação de resultados do segundo trimestre, o Credit Suisse disse que espera alcançar cerca de 75 milhões de dólares em economia com a medida e reduzir os ativos ponderados pelo risco em 2 bilhões de dólares.

"No último ano nós viemos reduzindo nosso capital no negócio (macro) e também nossas despesas", disse o presidente Brady Dougan, em uma videoconferência.

"Nós tomamos agora medidas adicionais, no decorrer do segundo trimestre, para realmente sair do negócio de commodities."

O diretor financeiro do banco, David Mathers, disse que o Credit Suisse é relativamente pequeno na negociação de commodities, com altos custos fixos atrelados a esse negócio, sendo portanto adequado sair deste negócio.

Ele não comentou quantos funcionários serão afetados pela mudança.

O Credit Suisse é mais um dos bancos que estão saindo ou reduzindo drasticamente suas atividades em commodities, como fizeram Deutsche Bank, JPMorgan e Barclays.

O Credit Suisse divulgou nesta terça sua maior perda trimestral desde o pico da crise financeira em 2008, devido a uma cobrança de 1,6 bilhão de francos suíços (1,78 bilhão de dólares) após acordo com autoridades do governo norte-americano em um caso em que o banco foi acusado de ajudar clientes a sonegar impostos.

(Por Joshua Franklin e Katharina Bart)

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