'Crédito ainda é insuficiente e caro', diz Mantega sobre a crise

Ministro avalia, porém, que está havendo evolução nas operações, com recuperação maior para a pessoa física

Renata Veríssimo e Célia Froufe, da Agência Estado,

28 de maio de 2009 | 11h28

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou quinta-feira, 28, que o crédito disponível no País ainda é insuficiente e caro. "Mas em relação ao quadro bastante crítico do final do ano passado, há uma distensão do crédito", disse.

 

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Ele destacou que está havendo uma evolução dessas operações, com recuperação maior do segmento de pessoa física. Ele lembrou que a oferta de crédito teve seu ápice em abril e maio de 2008 e apresentou uma queda forte no último trimestre do ano passado e em janeiro deste ano.

 

Mantega disse que para a pessoa jurídica, embora haja uma recuperação da oferta, o volume de crédito ainda está aquém do que é necessário. "O crédito está voltando, mas não é suficiente para suprir a necessidade da economia brasileira", disse o ministro.

 

Ele afirmou que tem notado, nas últimas semanas, uma reação maior no sistema financeiro. "Me parece que há uma competição maior, os bancos públicos estão ofertando mais crédito e reduzindo juros e os bancos privados estão fazendo a mesma coisa", disse o ministro. Segundo ele, está havendo um alongamento dos prazos. Mantega destacou que no financiamento oferecido pelo setor automotivo já há linhas com 60, 70 e até 80 meses. "O que é uma novidade para o período recente", disse Mantega.

 

Mantega voltou a criticar os spreads "extremamente elevados" no Brasil. "É um problema crônico antigo e que se agravou na crise", disse. O ministro afirmou ainda que no passado, quando houve crises mais leves, a política do governo era pró-cíclica com aumento de juros e redução dos investimentos. "Agora, podemos reduzir juros e aumentar o crédito".

 

Mantega lembrou a importância da criação do cadastro positivo cujo projeto está tramitando no Congresso, como instrumento capaz de reduzir os juros e a inadimplência.

 

Texto atualizado às 12h54

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