Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Crédito apertado para empresas e famílias

O arrocho do crédito desponta na nota do Banco Central (BC) relativa a fevereiro, distribuída ontem: em relação a janeiro, o saldo total dos empréstimos cresceu apenas 0,5%, abaixo da inflação, atingindo R$ 3,026 trilhões; as operações com recursos livres aumentaram 0,1% no mês, com retração de 0,3% nos créditos a pessoas físicas, enquanto as operações com pessoas jurídicas, que aumentaram 0,6%, deveram-se em larga medida a renegociações, em que a empresa só toma um empréstimo novo para quitar dívidas vencidas.

O Estado de S.Paulo

26 de março de 2015 | 02h04

A nota do BC tem outras más notícias. A expansão do crédito prevista para este ano foi reduzida de 12% para 11%, segundo o chefe do Departamento Econômico, Tulio Maciel. O crédito livre deverá crescer apenas 6% em 2015. E os bancos públicos continuarão ampliando sua participação, expandindo em 14% as operações, o dobro dos 7% previstos tanto para os bancos nacionais como para os estrangeiros. Em fevereiro, os estatais detinham 54,3% do crédito; os nacionais, 31,2%; e os estrangeiros, 14,5%.

Os juros subiram 0,7 ponto porcentual no mês para o conjunto de operações - recursos livres mais direcionados. E evoluíram ainda mais (1,5 ponto porcentual, de 39,1% ao ano para 40,6% ao ano), entre janeiro e fevereiro, nas operações livres.

Tomar empréstimos a custos crescentes pode se transformar em decisão temerária, o que é ruim para clientes, bancos e o ritmo das atividades econômicas, que dependem de crédito. Também os spreads (diferença entre o custo de captação e o custo de aplicação) subiram, 0,4 ponto porcentual para pessoas jurídicas e 0,8 ponto para físicas.

A tendência de redução da oferta de crédito, que se observou ao longo de 2014, acentua-se agora, com a estagnação econômica e o temor de indivíduos e de empresas de tomar dívida, ainda mais com os bancos na retranca. Mesmo as operações de crédito direcionado à moradia reduziram seu ritmo de crescimento, que foi de 1,2% entre janeiro e fevereiro, atingindo R$ 444,7 bilhões. No conjunto, as operações com recursos direcionados custam apenas 8,7% ao ano de juros para as pessoas jurídicas e 7,6% ao ano para físicas, o que mostra o vulto dos subsídios - a diferença em relação às operações de mercado. Um dado positivo é que as operações subsidiadas devem diminuir, com a redução do crédito do BNDES e a alta prevista da TJLP.

Como indicação do aperto creditício, até os prazos dos empréstimos mostraram tendência de queda.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.