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Crédito às empresas voltará ao normal em 2010, diz Serasa

Segundo pesquisa, volume de concessões de crédito encontra-se 7% abaixo do patamar padrão

estadao.com.br,

04 de novembro de 2009 | 11h51

Com a oitava alta consecutiva, o Indicador de Perspectiva do Crédito às Empresas avançou 0,8% em setembro e atingiu o patamar de 99,6 (quanto mais próximo ao nível 100, maior a estabilidade do indicador), apontando que o volume de concessões reais de crédito à pessoa jurídica deverá estar totalmente recuperado num período de seis meses. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 4, pela Serasa Experian.

 

Segundo o estudo, o volume de concessões de crédito às empresas encontra-se 7% abaixo do normal, na casa dos R$ 93 bilhões/mês, contudo a curva da tendência de longo prazo aponta para um volume real mensal da ordem de R$ 100 bilhões/mês.

 

"O crédito às empresas foi duramente atingido pela crise financeira internacional devido ao fechamento das fontes externas de recursos, seja pela impossibilidade de emissões primárias de bônus corporativos no mercado internacional de capitais, seja pelos repasses indiretos via captações da rede bancária doméstica no exterior", avaliam os analistas do Serasa Experian. "Todavia, no atual contexto de recuperação dos mercados financeiros internacionais e dos primeiros sinais de redução da inadimplência das pessoas jurídicas, a concessão de crédito às empresas coloca-se em rota de recuperação daqui até o final do primeiro trimestre de 2010", concluem.

 

Crédito ao consumidor

 

No sentido inverso, o crédito ao consumidor teve queda de 1,2% em setembro, a terceira consecutiva, segundo o Serasa Experian. O indicador atingiu o valor de 103,3 após ter atingido o pico de 105,9 em junho de 2009.

 

Na avaliação dos responsáveis pela pesquisa, o fato do indicador ter atingido o pico em junho aponta para um Natal altamente favorável para o comércio. "Isto porque o apetite por crédito do consumidor deverá ainda se manter estimulado não apenas pelo maior grau de confiança das pessoas físicas como também pelas condições mais favoráveis pelo lado da oferta de crédito", dizem os analistas.

 

Segundo o estudo, a desaceleração do ritmo de concessões reais de crédito com recursos livres às pessoas físicas deve continuar crescendo, porém em um ritmo mais lento, devido ao fim do período de relaxamento monetário, o término de alguns estímulos fiscais e o deslocamento das pessoas físicas do crédito do consumo para o investimento.

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