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Crédito brasileiro no exterior supera a dívida, diz BC

O Banco Central estima que o Brasil já é credor externo. A avaliação consta do relatório "Indicadores de Sustentabilidade Externa do Brasil, Evolução Recente" divulgado hoje pela instituição. No documento, o BC destaca o desempenho da dívida externa total líquida - diferença entre a dívida externa bruta e os ativos do País no exterior, principalmente as reservas internacionais.Estimativa do BC mostra que esse índice terminou janeiro de 2008 negativo em mais de US$ 4 bilhões. "No primeiro mês de 2008, já se estima que esse montante se tornará negativo em mais de US$ 4 bilhões, significando que, em termos líquidos, o País passou a credor externo, fato inédito em nossa história econômica", diz o texto de sete páginas disponível na internet. O BC lembra que a posição devedora do Brasil era de US$ 165,2 bilhões ao final de 2003.O documento cita que os ativos do País no exterior são constituídos "fundamentalmente pelas reservas internacionais" que hoje estão entre os indicadores externos que apresentam melhora recente. Para o BC, as reservas apresentaram "evolução sem precedentes nos últimos anos", de US$ 16,3 bilhões, em 2002, quando excluídos os empréstimos do FMI, para US$ 180,3 bilhões ao final de 2007, "tendo crescido 110,1% apenas neste último ano", destaca o texto. Na avaliação da autoridade monetária, "o principal fator responsável por essa ampliação foi o superávit no mercado cambial, que acumulou US$ 150,6 bilhões de 2003 a 2007".No relatório, o BC avalia que a compra feita pela própria instituição no mercado cambial respeita a política de câmbio flutuante. "Ou seja, não adicionando volatilidade ao mercado e não definindo pisos nem tendências", cita o documento. As compras líquidas de dólar feitas pelo BC alcançaram US$ 141,3 bilhões nos últimos cinco anos, dos quais 55,6% apenas em 2007.

FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

21 de fevereiro de 2008 | 10h22

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