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Crédito tem a primeira queda para abril desde 2003

Cautela dos bancos e aperto no orçamento dos consumidores puxaram o recuo do estoque de crédito

O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2016 | 12h14

Com bancos mais cautelosos para conceder empréstimos e consumidores com orçamento mais apertado, o estoque total de crédito no país recuou 0,6% em abril sobre o mês anterior, a R$ 3,143 trilhões, passando a responder por 52,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Banco Central. É o quarto recuo consecutivo do estoque de crédito e o primeiro para o mês de abril desde 2003.

Nos quatro primeiros meses do ano, o estoque total de crédito brasileiro sofreu declínio de 2,4%, acumulando em 12 meses expansão de 2,7%.

O BC projeta crescimento de 5% para o estoque de crédito em 2016 que, se confirmada, será a pior marca da série histórica do BC.

"A desaceleração no mercado de crédito se deve, principalmente, à retração do nível de atividade econômica, à elevação das taxas de juros e ao patamar reduzido dos indicadores de confiança de empresários e consumidores, que afeta negativamente a oferta e a demanda de crédito", informa, em nota, o BC.

Houve redução de 1,0% para pessoas jurídicas e manutenção de patamar entre consumidores em abril na comparação com março. 

Bancos. Os bancos públicos mantiveram seus estoques de crédito estáveis em abril, assim como as instituições privadas. As instituições oficiais têm um saldo de R$ 1,777 trilhão, um leve recuo de 0,4%. Essa mesma retração foi verificada nos estoques dos bancos privados nacionais, para R$ 916,531 bilhões, segundo dados preliminares do BC. Já no caso dos bancos estrangeiros, houve recuo de 1,3% no mês, para R$ 448,897 bilhões.

A inadimplência nas instituições públicas aumentou 0,3 ponto porcentual de dezembro para abril, para 3%. No caso das instituições privadas nacionais, a taxa subiu de 4,8% para 5% no ano e, nas estrangeiras, houve uma estabilidade na taxa, que manteve-se em 3,8%.

Entre os bancos públicos, as provisões subiram ligeiramente de dezembro para abril, de 4,3% para 4,5%; nos nacionais privados, subiram de 8,2% para 8,9% e, nos estrangeiros, passaram de 6,1% para 6,6% no mesmo período de comparação. 

(Bernardo Caram e Reuters)

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