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Crédito com pagamento em folha começa amanhã, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse hoje, no lançamento do Programa de Crédito com Consignação em Folha de Pagamento, no Palácio do Planalto, que o programa poderá ser iniciado a partir de amanhã, quando estará publicada a medida provisória, sem a necessidade de outro ato legal.O texto da medida assinada pelo presidente Lula informa que os trabalhadores da iniciativa privada poderão tomar empréstimos, mediante desconto no contra-cheque. O valor máximo do empréstimo será de até cinco vezes a renda líquida do trabalhador. O pagamento será feito por meio de desconto de parcelas fixas na folha de pagamento e as parcelas não podem ser superiores a 30% do salário líquido do funcionário. Segundo ele, o programa traz uma mudança muito importante para os sindicatos, que vão sair da situação atual, na qual só podem reclamar sobre juros, e vão passar agora a negociar a redução das taxas. O ministro fez questão de ressaltar que esse programa foi uma proposta que não tem a sua origem no governo, mas sim trazida pelos sindicalistas.Palocci destacou que passou a hora de reclamar sobre os juros e que agora é o momento de construção do crescimento do País. Ele afirmou ainda que o governo não está baixando um decreto regulando os juros, mas dando uma autorização legal para que empresários, sindicalistas e os bancos possam negociar o spread bancário ? diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e taxas de rentabilidade dos investimentos.Esforço concentradoO ministro avalia que, passado o esforço fiscal e monetário de combate à inflação, que assustava o País, o governo vem adotando nos últimos dois meses uma série de medidas para a redução do spread bancário Ele citou como exemplo, o programa de estímulo ao microcrédito, a criação de cooperativas de crédito e agora o programa de crédito com consignação em folha, lançado hoje. Segundo o ministro, a pauta do governo é "enorme" para reduzir o spread bancário. Ele citou entre as medidas o projeto da Lei de Falências, que está em tramitação no Congresso Nacional. Palocci ressaltou que o governo não quer apenas que a população consuma mais, mas sim que ela possa ter um financiamento acessível.

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