Crédito consignado alcança níveis sociais mais altos, diz pesquisa

A modalidade crédito consignado está sendo contraída com mais freqüência por pessoas de níveis sociais, culturais e financeiros mais altos, revela pesquisa feita pelo Ibope por encomenda da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), divulgada nesta quinta-feira, 31.No ano passado, a renda familiar dos tomadores de empréstimo consignado à folha de pagamento era de R$ 1.440,00 e a renda pessoal era de R$ 1.006,00, em média. No levantamento deste ano as respectivas rendas se elevaram para R$ 1.685,00, num salto de 17%, e R$ 1.008,00, aumento de 8%.O valor do empréstimo é de, em média, R$ 2.938,90, o que representa 2,7 vezes a renda familiar ou pessoal do cliente. O prazo médio para pagamento da dívida situa-se 28,11 meses, com prestação mensal média calculada em R$ 166,35. O comprometimento da renda pessoal é de 20% e sobre a renda familiar é de 10%.A maioria das pessoas que contraíram algum empréstimo consignado no ano passado detinha apenas o primeiro grau completo e pertencia às classes C e D. Neste ano, porém, o grau de escolaridade aumentou e a importância das classes altas, principalmente da B, se elevou na carteira das instituições que operam esta modalidade de crédito, revela a pesquisa. Por outro lado, o valor adquirido recuou de um patamar de 3 a 4 vezes o valor da renda para 2,7 vezes este ano. Segundo os entrevistados pelo Ibope, o crédito consignado permanece como uma modalidade atrativa por causa das baixas taxas de juros, valor baixo das parcelas, alongamento do prazo para o pagamento da dívida integral, rapidez no processo de aprovação do empréstimo, liberação imediata do dinheiro e segurança por vir descontado da folha de pagamento.Ainda de acordo com a pesquisa ABBC/Ibope, o nível de satisfação dos tomadores de crédito consignado atingiu 81%. O mesmo porcentual foi encontrado para os clientes que indicariam a modalidade para outras pessoas. Para 70% dos entrevistados o prazo de pagamento foi avaliado como positivo. 94% das pessoas que já contraíram crédito para desconto em folha entendem que o atendimento é bom. Quem toma empréstimos, na maioria das vezes (54%), o faz para pagamento de cartões de crédito, 30% para empréstimo pessoal, 14% para cheque especial, 8% para financiamento de carro e outros 8% para quitar dívidas em atraso no financiamento de imóvel.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.