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Crédito continuou em expansão, mas em ritmo mais moderado em 2011

O financiamento habitacional foi o que apresentou o maior ritmo de crescimento entre todas as modalidades de crédito em 2011, segundo o Banco Central

Agência Estado,

21 de março de 2012 | 16h37

O crescimento da carteira de crédito, em 2011, em ritmo inferior ao ano anterior, "refletiu as ações de política monetária e as medidas macroprudenciais introduzidas em 2010, amenizadas ao final de 2011". A afirmação consta do Relatório de Estabilidade Financeira referente ao segundo semestre do ano passado, divulgado há pouco pelo Banco Central. "O crédito concedido pelo sistema financeiro apresentou, no ano, uma trajetória de continuidade da expansão, porém em ritmo mais moderado".

O documento destaca que a inadimplência da carteira de pessoas físicas apresentou elevação, mas há "expectativa de estabilização nos próximos meses". Segundo o BC, a modalidade com maior ritmo de crescimento do crédito continuou sendo o financiamento habitacional, enquanto a principal responsável pela alta da inadimplência foi o financiamento de veículos.

Com relação ao crédito corporativo, o relatório do BC informa que houve aumento da participação relativa dos recursos direcionados (aqueles realizados com taxas ou recursos preestabelecidos em normas governamentais, destinados, basicamente, aos setores rural, habitacional e de infraestrutura), que apresentam menor inadimplência em relação aos recursos livres.

O financiamento habitacional foi o que apresentou o maior ritmo de crescimento entre todas as modalidades de crédito em 2011. De acordo com o BC, o estoque de operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 2 trilhões em dezembro de 2011. Considerando a origem dos recursos, o crédito direcionado alcançou 35,7% do total da carteira de crédito, ante uma fatia de 32,5% no fim de 2009. Esta alta foi favorecida pelos financiamentos habitacionais.

Considerando a carteira de crédito de pessoas físicas, o saldo total aumentou 10,4% no segundo semestre do ano passado e 20,8% em 12 meses, atingindo R$ 939,8 bilhões em dezembro de 2011 - ou o equivalente a 22,7% do Produto Interno Bruto (PIB). "Mais uma vez, a principal modalidade responsável pelo crescimento foi o financiamento habitacional, que acumulou alta de 19,7% no semestre e de 44,5% em doze meses", registrou o BC, no relatório. "Essa modalidade já representa 4,8% do PIB, ante 3,7% um ano antes."

Apesar do avanço do crédito habitacional, o BC destaca "uma redução na velocidade de crescimento da modalidade, que, depois de atingir taxas anuais superiores a 50% no segundo semestre de 2010, apresentou relativa desaceleração". Conforme o Banco Central, a quantidade de contratos negociados a cada mês também apresenta tendência de queda e o impacto é observado também no índice de preços dos imóveis residenciais, que desacelera desde agosto de 2011".

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