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Crédito cresce 1,7% em agosto e inadimplência é a maior em 19 meses

Segundo dados do BC, volume de empréstimos encerrou o período em R$ 1,888 tri, o que representa 47,3% do PIB; em 12 meses, estoque cresceu 19,4% 

Eduardo Rodrigues e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

27 de setembro de 2011 | 16h22

O estoque de crédito no País subiu 1,7% em agosto ante julho e chegou a R$ 1,888 trilhão, de acordo com o Banco Central. O saldo equivale a 47,8% do PIB, ante 47,3% no mês anterior. No ano, a expansão do estoque de crédito chega a 10,7% e, em 12 meses até agosto, alcança 19,4%.

A média diária de concessões de novos empréstimos apresentou expansão de 0,8% em agosto ante julho. Com isso, o sistema financeiro emprestou média de R$ 8,549 bilhões em cada dia do mês de agosto, 8,8% mais do que em agosto de 2010.

A expansão de novos empréstimos foi liderada por operações para empresas, que cresceram 2,2% em agosto. Com esta evolução, bancos realizaram média de R$ 5,092 bilhões em financiamento às empresas a cada dia de agosto, cifra 9,4% maior que a verificada um ano antes.

Já no segmento de pessoa física, agosto teve contração de 1,1% na média diária de empréstimo ante julho e terminou com R$ 3,457 bilhões. Apesar da queda mensal, a média em agosto de 2011 foi 7,9% que a verificada em agosto do ano passado.

O saldo de concessões de crédito livre no País cresceu 1,6% nos 7 primeiros dias úteis de setembro, na comparação com igual período de agosto. Até o dia 12 deste mês, o estoque de crédito para pessoas físicas aumentou 1,8% e para pessoas jurídicas cresceu 1,3%. A média diária de concessões no período apresentou crescimento de 3,9%. Segundo Maciel, porém, os dados preliminares alcançam apenas uma pequena parte do mês que não deve refletir o resultado de setembro.

Inadimplência

A inadimplência no crédito livre ficou em 5,3% em agosto e chegou ao maior patamar desde janeiro do ano passado, quando registrou 5,5%. Os atrasos superiores a 90 dias aumentaram 0,1 ponto porcentual em relação a julho, quando ficaram em 5,2%.

"O aumento da inadimplência nos últimos meses é reflexo da restrição monetária causada pelas medidas tomadas no começo do ano", afirmou Maciel. Segundo ele, porém, a manutenção dos crescimentos - ainda que mais moderados - no emprego e na concessão de crédito devem estabilizar a variável nos próximos meses. "A massa salarial continua crescendo e isso é uma variável importante quando olhamos para a inadimplência. É um indicador da capacidade de pagamento", acrescentou.

Para a pessoa física, a inadimplência ficou em 6,7% no mês, ante 6,6% em julho. Entre as empresas, a inadimplência aumentou 0,1 pp nesta comparação para 3,9%.

Juros

Ainda segundo o BC, o juro médio cobrado nas operações de crédito livre no País ficou estável em 39,7% em agosto. A taxa média para pessoa física, porém, aumentou de 45,7% em julho para 46,2% em agosto. Já o juro médio para pessoa jurídica recuou de 31,4% para 30,9% nesta mesma comparação.

O spread médio do crédito livre chegou a 27,8 pontos porcentuais em agosto, acima dos 27,4 pontos porcentuais registrados em julho. Para pessoa física, o spread médio cresceu de 33,1 pontos porcentuais para 34,4 pontos porcentuais. Já para as empresas, o spread médio caiu de 19,3 pontos porcentuais para 19 pontos porcentuais.

Imobiliário

O crédito habitacional registrou expansão de 3,7% em agosto, ante julho, de acordo com dados divulgados há pouco pelo Banco Central. Com isso, o estoque de crédito nesta modalidade chegou a R$ 180,242 bilhões.

No ano, o crescimento do financiamento para habitação chega a 29,9%. No acumulado de 12 meses até agosto, o crescimento é de 49,3%.

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