Crédito: crescem as vendas de veículos

O setor automobilístico está passando por fase de crescente demanda na área de financiamentos. Segundo a Associação Nacional das Empresas das Montadoras (Anef), as vendas financiadas correspondem a 70% dos negócios do setor no primeiro semestre deste ano. No ano passado, os financiamentos correspondiam a 64% do mercado de vendas de automóveis. O diretor-executivo da Anef, José Romélio Brasil Ribeiro, disse que a expectativa é que o volume de financiamentos chegue a 75% até o final do ano.De acordo com Romélio, os principais motivos que impulsionam as vendas a crédito são o alongamentos nos prazos de pagamento, a redução significativa dos juros, a queda da taxa de desemprego e a estabilidade econômica do País, que reflete em maior segurança no emprego. "Atualmente, com a queda dos juros e as facilidades oferecidas pelas montadoras e revendedoras, o consumidor passou a comprar mais carros financiados", declarou.O diretor comercial do Banco Fiat, Marcos Moreira, diz que a mudança na política de juros após as crise de desvalorização do Real, quando os juros atingiram 4% ao mês, foi o principal incentivo para o mercado de financiamento de veículos. Ele acredita que assim que houver maior segurança no mercado e no governo a respeito da manutenção da inflação dentro da meta do ano 2000, as montadoras podem reduzir novamente os juros e tornar o mercado mais competitivo. Porém, o consumidor deve analisar com cuidado a necessidade de se comprar um veículo agora. Apesar da redução das taxas de juros, ainda é mais vantajoso economizar e comprar o carro à vista.Crédito Direto ao ConsumidorO financiamento de veículos é divido em três segmentos. A maior fatia do mercado é do Crédito Direto ao Consumidor (CDC), que corresponde a 90% das vendas financiadas de veículos, segundo a Anef. No CDC, o consumidor compra o veículo numa concessionária ou loja, pagando uma entrada e financiando o saldo restante em parcelas que podem pré ou pós-fixadas. O automóvel fica em posse do consumidor no ato da compra, mas o documento do bem traz uma observação dizendo que o carro está alienado. Isso significa que se o proprietário quiser vender o veículo terá que quitar a dívida ou transferi-la.Atualmente, o leasing corresponde a menos de 5% do mercado de financiamentos e consórcio preenche os outros 15% das vendas de veículos, segundo a Anef. O diretor-executivo da Anef disse que a procura maciça pelo CDC acontece devido as facilidades e promoções que os bancos das montadoras estão oferecendo aos clientes. Além disso, as empresas estão oferecendo planos de 24, 36, 48 e até 60 meses, com pagamentos prefixados. A entrada varia de 20% a 50% e quem estipula o porcentual é a concessionária ou loja. Já as taxas de juros variam de 0,99% a 3,85%, dependendo da montadora e do prazo do financiamento "A oportunidade de financiar um carro pelo CDC com parcelas prefixadas e com prazo longo é uma forma eficiente de seduzir o consumidor", disse Romélio.A vantagem do CDC é que o carro já sai da concessionária ou loja no nome do proprietário. No leasing, o veículo fica em nome do banco da montadora e o consumidor paga uma espécie de aluguel até o final do contrato. Já com relação ao consórcio, a vantagem é sair com o carro na hora, pois no consórcio é preciso esperar ser sorteado para levar o veículo.Veja no link abaixo todas as taxas de juros e formas de financiamento oferecidas pelos principais bancos do País.

Agencia Estado,

03 de outubro de 2000 | 10h01

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