Crédito dá impulso às vendas de fim de ano

Grandes redes de varejo, lojas de comércio popular e shoppings centers começaram dezembro com o pé direito. Na primeira semana deste mês, as vendas de equipamentos de informática e conversores para TV digital, por exemplo, superaram as expectativas, apesar do preço salgado, no caso dos conversores para a TV digital.Também muitas lojas da Rua 25 de Março, o maior reduto de comércio popular do País, decidiram abrir as portas no último domingo por causa do fluxo de consumidores. O que explica esse forte desempenho do comércio popular e de itens mais caros, antes mesmo do pagamento da segunda parcela do 13º salário no dia 20, é a fartura de crédito."O nosso cartão de crédito próprio está nos ajudando muito", conta o presidente da União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco), Miguel Giorgi Jr. Lançado em setembro, essa forma de pagamento que permite parcelar em seis vezes sem juros já responde por 20% das vendas das 350 lojas da região. No último sábado, mais de 1 milhão de pessoas circularam na 25 de Março, um número 15% maior em relação ao mesmo fim de semana de 2006. "O movimento surpreendeu", observou.Uma sondagem preliminar feita pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) revela que os números do varejo do fim de semana foram "espetaculares", afirma o diretor-executivo da entidade, Luiz Fernando Veiga. Ele observa que a expectativa do setor é encerrar o mês com crescimento de 15% nas vendas em relação ao Natal do ano passado. Ele acredita que essa meta será superada.No Grupo Pão de Açúcar, as vendas de brinquedos já cresceram 80% na comparação com o ano passado, e o faturamento com bacalhau e frutas secas, itens que são vendidos geralmente na semana que antecede o Natal, já cresceu 30% e 8%, respectivamente.A grande novidade no grupo está sendo o forte desempenho das vendas de notebooks e monitores de cristal líquido (LCD, sigla em inglês), que cresceram 200% e 180%, respectivamente. Avelino Nogueira, gerente de Informática do Grupo Pão de Açúcar, conta que reforçou os pedidos de notebooks básicos, que custam R$ 1.499, porque esses equipamentos estão sendo rapidamente vendidos.O mesmo ocorre com os conversores para a TV digital. O equipamento, que acaba de ser lançado com um preço muito superior às expectativas, está com as vendas aquecidas. O Wal-Mart, por exemplo, dobrou os pedidos para ter o produto nas 12 lojas da rede em São Paulo. Na semana passada, quando o equipamento foi lançado, estava disponível em seis lojas da rede em São Paulo.INDÚSTRIAOs fabricantes confirmam o aquecimento das vendas de conversores para TV digital. A Philips, por exemplo, decidiu antecipar do primeiro semestre do ano que vem para o início deste mês a produção de TV com conversor embutido na fábrica da Zona Franca de Manaus. Os modelos de 42 e 52 polegadas, que custam R$ 7.999 e R$ 12.999, respectivamente, vinham da Ásia. "Não há explosão de consumo", pondera o diretor de Marketing da Positivo, César Aymoré. Mas ele confirma que as vendas de notebooks e conversores estão muito boas.

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