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Crédito do FAT para empresas cai a R$ 4 bi

Valor é menor que a metade dos R$ 9,5 bi destinados no ano passado

Isabel Sobral, O Estadao de S.Paulo

29 de fevereiro de 2008 | 00h00

O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) vai destinar neste ano apenas R$ 4 bilhões a empréstimos para empresas com o objetivo de aumentar a geração de emprego e renda. Esse valor, aprovado ontem pelo Conselho Deliberativo do FAT (Codefat), é menos da metade dos R$ 9,5 bilhões concedidos no ano passado. Em 2006, haviam sido destinados R$ 16,2 bilhões para essa finalidade.Esses valores se referem aos recursos novos que ficam à disposição do FAT depois de computadas as despesas obrigatórias. Não incluem o retorno de operações já realizadas, que normalmente é reaplicado nos mesmos programas.Por causa da menor disponibilidade de recursos, o conselho - formado por governo, empresários e centrais sindicais - resolveu também direcionar o dinheiro para o crédito às micro e pequenas empresas que, na visão do Codefat, criam mais empregos e dão retorno mais rápido. Ficarão de fora, portanto, grandes projetos de infra-estrutura, vistos como mais lentos na abertura de postos de trabalho e na rentabilidade. ''''As pequenas e micro empresas terão mais dinheiro este ano e as grandes empresas têm condições de tomar recursos em outras fontes, até no exterior'''', disse o presidente do Codefat, Luiz Fernando Emediato.Os bancos públicos federais, que operam esses empréstimos, também terão de concorrer mais entre si para usar os recursos, já que o conselho não fixou cotas para as instituições.O programa ''''Viaja Mais'''', criado pelo Ministério do Turismo em 2007 para financiar a compra de pacotes turísticos por aposentados e pensionistas, receberá este ano R$ 20 milhões do FAT. Em 2007, o programa recebeu R$ 50 milhões.Segundo Emediato, há menos dinheiro para os programas de geração de empregos e renda porque os recursos do FAT caem a cada ano. As despesas obrigatórias estão aumentando e as fontes de receitas não crescem no mesmo ritmo. Entre 2002 e 2007, as despesas com o seguro-desemprego, benefício pago ao trabalhador demitido sem justa causa, subiram de R$ 5,7 bilhões para R$ 12,7 bilhões, com aumento médio de 17,3% ao ano. Já as receitas aumentam em média 3% ao ano. A principal fonte são as contribuições dos empregadores ao PIS/Pasep.

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