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Crédito envolve construção de porto

Financiamento do BNDES à Suzano considera um aporte de R$ 270 milhões a R$ 300 milhões para construir terminal

, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2010 | 00h00

O acordo da Suzano Papel e Celulose assinado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não se restringe apenas ao financiamento do projeto de construção da fábrica de celulose no Maranhão, com início de operação previsto para 2013. Segundo o presidente da companhia, Antonio Maciel Neto, o montante considera também um aporte entre R$ 270 milhões e R$ 300 milhões na construção de um porto que será responsável pelo escoamento da produção da unidade.

Conforme noticiado pela Agência Estado no mês passado, a Suzano está em processo de análise para definir como será viabilizado o investimento na unidade, que também deverá receber a celulose da fábrica do Piauí, com início de operação em 2014. Como Maciel afirmou na ocasião, a Suzano quer ter um porto próprio na região, possivelmente em São Luís (MA), mas não definiu como prioritário o controle do terminal. Por isso, a empresa estaria analisando a existência de interessados em se associar ao projeto.

A unidade do Maranhão deverá ter capacidade anual de 1,5 milhão de toneladas e início de produção no começo do segundo semestre de 2013. A curva de aprendizado da unidade, segundo disse ontem Maciel, será de seis meses. O cronograma indica que o porto precisará de capacidade para transportar igual volume já no final de 2013.

Apenas a unidade do Maranhão demandará investimentos de US$ 2,3 bilhões na área industrial e US$ 575 milhões na área florestal. A taxa de retorno do projeto, segundo o diretor financeiro da Suzano, Bernardo Szpigel, deverá superar o nível exigido pela companhia.

Financiamento. Maciel destacou também que o acordo com o BNDES, para contratação de uma operação de financiamento no valor de R$ 2,7 bilhões, tem abrangência mais ampla. "O acordo vai ser aplicado no Maranhão, mas também na melhora das condições da empresa como um todo", afirmou o executivo em teleconferência realizada ontem. O presidente da Suzano, entretanto, ressaltou que a operação não prevê mudanças de nível de governança ou envolvendo classes de ações.

O questionamento surgiu porque em operações recentes o BNDES condicionou a liberação de recursos ao ingresso das companhias no Novo Mercado - condição que obriga as empresas a negociar apenas ações ordinárias. Uma das empresas que migraram para o Novo Mercado após receber recursos do banco foi a Fibria, líder mundial e principal concorrente da Suzano na produção de celulose de eucalipto.

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