Crédito ficará mais difícil para o consumidor

Embora a taxa Selic, taxa básica de juros da economia, tenha subido de 18% para 21% ao ano, em reunião extraordinária do Comitê de Política Monetária (Copom), o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, não acredita num aumento imediato dos juros ao consumidor, pois avalia que não existe mais espaço para um aumento das taxas. "Os juros do cartão de crédito e do cheque especial, por exemplo, já estão muito altos. O que deve ocorrer é uma maior restrição ao crédito para diminuir o risco", explica. O gerente da Partner também não acredita num aumento das taxas do cartão de crédito mas, sim numa restrição às facilidades de pagamento. "As administradoras podem aumentar o valor do pagamento mínimo do cartão de crédito, para diminuir seu risco", avisa. Para Álvaro Musa, esta atitude também pode refletir numa queda na demanda.De acordo com a pesquisa mensal realizada pela Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, a taxa média utilizada pelos bancos no cheque especial em setembro foi de 8,76% ao mês. Porém, alguns bancos chegam a cobrar até 9,50% ao mês no cheque especial. Já a pesquisa realizada pela Agência Estado junto as administradoras de cartão de crédito constatou que a taxa média de juros por atraso é de 9,78% ao mês, no rotativo, é de 10,25% ao mês, por atraso. Mas as taxas chegam até 13% ao mês, em algumas instituições. (Confira os links abaixo). Confira nas matérias dos links abaixo a previsão de analistas de que o juro ao consumidor deverá subir com a alta da Selic, assim como o do crediário.

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