Crédito imobiliário à baixa renda sai após pacote, diz BB

Banco diz que financiar moradia para a baixa renda não está fora do direcionamento estratégico do órgão

ANA PAULA RIBEIRO, Agencia Estado

19 de fevereiro de 2009 | 13h46

O Banco do Brasil vai esperar o anúncio do pacote de habitação pelo governo federal para então definir sua estratégia em relação ao financiamento de imóveis para a população de baixa renda. "Vamos esperar o teor do plano e os incentivos que serão dados. Só depois iremos entrar nessa operação", afirmou o presidente da instituição, Antonio Lima Neto.   Veja também: Entenda o novo plano dos EUA para resgatar bancos De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à criseO BB começou a operar crédito imobiliário no segundo semestre do ano passado e, ao anunciar essa operação, defendeu que o objetivo era financiar moradia voltada para um público de média a alta renda. De acordo com Lima Neto, isso foi feito porque na época que o banco decidiu entrar nesse negócio contava apenas com recursos próprios para o crédito imobiliário.A possibilidade de operar com a baixa renda dependia, segundo o executivo, do acesso a recursos da caderneta de poupança, que possibilitam taxas finais de juros menores, o que foi conseguido no ano passado, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) permitiu que 10% da captação da poupança fosse destinada a esse fim. Antes, 100% eram direcionados ao crédito rural.O executivo afirmou ainda que financiar moradia para a baixa renda não está fora do direcionamento estratégico do banco, já que 18 milhões de correntistas do BB têm renda de até três salários mínimos.A carteira de crédito imobiliário do BB é de R$ 100 milhões. A meta é que ela chegue a R$ 1 bilhão ao final deste ano. A instituição tem disponível em 2009, além dos recursos próprios e dos 10% da poupança, R$ 1 bilhão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).Lima Neto afirmou ainda que não existe nenhum tipo de conflito interno no BB em razão das cobranças do governo federal para se estimular o crédito e a redução dos spreads (diferença entre o juro do crédito e o custo de captação dos recursos pelo banco). "O governo está no seu papel ao dizer que a situação econômica não está tão ruim. Cabe ao governo chamar a sociedade para a racionalidade, inclusive os bancos e os bancos públicos", disse.

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