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Crédito imobiliário cresce 142%

Segundo a Abecip, os financiamentos com recursos da poupança chegaram ao valor recorde de R$ 2 bi em outubro

Amanda Valeri e Reuters, O Estadao de S.Paulo

15 de novembro de 2007 | 00h00

Os recursos de poupança direcionados ao crédito imobiliário voltaram a bater recorde, chegando a R$ 2 bilhões em outubro uma expansão de 142% ante o mesmo período do ano passado, informou ontem a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).O resultado eleva o total neste ano a R$ 14,2 bilhões. Somando os últimos 12 meses, esse número salta para R$ 15,95 bilhões, um avanço de 81% em relação ao intervalo anterior comparável, diz a Abecip."Esse crescimento é ainda mais surpreendente que o do mês anterior (setembro) e foi puxado pela produção, pelos lançamentos pesados. Em novembro e dezembro, deve ser ainda melhor por causa do 13º salário", disse o diretor-geral da Abecip, Osvaldo Fonseca.Segundo ele, a estimativa para crédito imobiliário em 2007, que era de R$ 12 bilhões no começo do ano, já foi revisada para pelo menos R$ 18 bilhões após os surpreendentes resultados de setembro e outubro.Em número de unidades, outubro contou com 20,5 mil financiamentos, o que elevou a 155,8 mil o acumulado do ano, alta de 69% ante igual período de 2006.Segundo Fonseca, este ano deve ter o maior número de unidades financiadas em quase 20 anos. Nos últimos 12 meses até outubro, o total é de 177,6 mil, ainda menor que a marca de 181,8 mil unidades financiadas em 1988.EMPREGOO aquecimento do setor imobiliário apareceu também nas estatísticas do mercado de trabalho. Em setembro, o mercado de trabalho cresceu 1,97% em relação a agosto, o que corresponde 33.875 novos trabalhadores com carteira assinada em todo o País. As informações são do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), com base no levantamento realizado em parceria com a FGV Projetos, com dados do Ministério do Trabalho. Segundo o estudo, de janeiro a setembro de 2007, foram criados 197 mil novos postos de trabalho no mercado imobiliário no País, o que representa uma alta de 12,7%, em comparação ao mesmo período do ano passado. De setembro de 2006 a setembro de 2007, o número de empregos no setor cresceu 9,48%, um saldo positivo de 151,5 mil vagas. O SindusCon-SP informou que o Estado de São Paulo teve saldo positivo de 9.564 vagas, o que elevou o nível de emprego em 1,97%, de agosto para setembro. Nos primeiros dez meses do ano, o setor registrou avanço de 15,49%. Em 12 meses, encerrados em setembro, a alta registrada foi de 15,56% no Estado. Das 10 regiões analisados pela pesquisa no Estado de São Paulo, duas apresentaram queda no nível de emprego de agosto para setembro. As regiões de Presidente Prudente e de Santos tiveram queda de 0,87% e 0,11% no número de vagas.Na outra ponta, a região de Sorocaba contratou 1.788 novos trabalhadores, o que representa uma alta de 3,20% em setembro ante agosto. A capital paulista acompanhou o bom movimento e apresentou alta de 2,12%, com 4.838 novas vagas. Os trabalhadores formais do setor na Capital totalizavam 232,7 mil.

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