Crédito imobiliário deve chegar a 10% do PIB em 2020, diz FGV

Segundo Ana Maria Castelo, da FGV Projetos, patamar atual ainda é insuficiente para demanda de moradias

Chiara Quintão, da Agência Estado,

04 de dezembro de 2007 | 16h06

O crédito imobiliário deve chegar a pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, ante os atuais 3,5%, segundo a consultora da FGV Projetos, Ana Maria Castelo. O patamar de crédito atual, mesmo que superior ao dos últimos anos, ainda é insuficiente para a demanda de moradias projetada para 2020, de acordo com ela. Ana Maria afirmou que as projeções de tendências demográficas indicam formação anual adicional de 1,5 milhão de famílias até 2020, mas, se a renda per capita crescer 2,6% ao ano, serão formadas 2,1 milhão de famílias a cada ano, ou seja, 40% a mais. Na avaliação dela, o desafio é fazer com que as famílias sejam atendidas e, para isso, são necessários subsídios à compra de moradias pela baixa renda e aumento do crédito habitacional. "O funding da poupança e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) é limitado", disse a consultora, destacando que é preciso desenvolver mecanismos do mercado secundário, como os certificados de crédito imobiliário (CRIs).

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