Crédito imobiliário soma R$ 1,4 bi em maio e bate recorde

Volume de recursos alocados no ano é 68% maior que no mesmo período de 2006

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 16h50

A concessão de crédito imobiliário pelos agentes que atuam no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) bateu novo recorde em maio, totalizando R$ 1,44 bilhão. O melhor resultado mensal anterior havia sido registrado em março, com R$ 1,32 bilhão. Os dados divulgados nesta quinta-feira, 14, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) apontam ainda que o montante do mês passado viabilizou a construção e a aquisição de 16,2 mil unidades. Para o diretor de economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon), Eduardo Zaidan, o pico histórico atingido em maio mostra uma tendência que o setor já antevia. "O mercado tem uma demanda reprimida bastante grande, a tendência é de vir recorde após recorde", disse ele à Reuters, acrescentando que o crédito imobiliário apresentará crescimento de volumes por pelo menos mais dois anos. "A poupança ficou parada muito tempo, por quase 15 anos. Esse resultado só de maio está perto de tudo que vimos em 2002, quando esse dinheiro financiou 20 mil unidades ao todo. Ainda está começando com mais força", completou. Nos cinco primeiros meses de 2007, segundo a Abecip, o volume de recursos alocados ao mercado via SBPE foi de mais de R$ 5,53 bilhões - um crescimento de 68% em relação ao mesmo período do ano passado. O diretor de negócios da Rossi Residencial, Renato Diniz, avalia que a entrada dos bancos privados no mercado de crédito imobiliário influencia decisivamente na seqüência de recordes. Para ele, a fase de consolidação do setor ajuda o mercado a investir em empresas profissionais, o que acaba atraindo mais recursos para financiar novos empreendimentos. "Nos anos 1980 as incorporadoras faziam autofinanciamento, que não é o negócio delas. Hoje quem financia são os bancos privados, além da Caixa Econômica Federal. Hoje são eles que procuram as incorporadoras, é um momento diferente", comentou.

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